Dezembro, maratona de festas

•17/12/2009 • Deixe um comentário

É criançada, 2009 está acabando, e na minha modesta opinião, já vai tarde… Apesar de ter passado rápido. Vocês também tem a sensação de que cada novo ano passa mais rápido que o anterior?

Divagações à parte, nesta época o que não falta é evento, confraternização, jantar, churrasco, comilanças e beberagens em geral. Neste fim-de-semana, por exemplo, tinha balada forte e imperdível da quinta-feira até domingo. Eu já tava meio baleado, vindo de um resfriado mal-curado (preciso dar um jeito nessa baixa imunidade à víruses que me acomete), e o tempo chuvoso desde o dilúvio de terça-feira não contribuía.

Mas um homem deve ter palavra, e eu disse que ia me responsabilizar por agilizar a breja da QiB desta quinta-feira, que visava arrecadar fundos para o tal do Fumeca que, sim, vai rolar, nessa sexta agora, dia 18. Portanto pouco antes das 18h lá estava eu começando a carregar caixa de cerveja, colocando as brejas nas caixas térmicas, jogando gelo em cima, aquela coisa básica de sempre. Liguei o som, coloquei uma playlistzinha básica e fiquei lá atendendo os primeiros sedentos do fim da tarde. Nestes muitos anos de QiB eu percebi uma dinâmica no negócio. O movimento é bem sussa até lá pelas 21h30, 22h, quando a galera de toda a Cidade Universitária sai da aula sedenta por uma breja e rumam todos para a ECA. Aí o baguio vira um caos. Eu imaginava que como já está no fim do semestre essa QiB ia ser meio vazia, mas logo percebi que a RENCA da Poli, FEA, FFLCH, etc, etc, tava tudo em prova e foram bebemorar depois na ECA. As 400 caixas de cerveja que eu achava que iam sobrar, acabaram fácil. E tivemos que sair no meio pra comprar mais gelo, rolê bom pra dar uma espairecida, até pq no momento em que me chamaram pra buscar gelo tava meio estressado com o mano que ia mandar um DUB. O Giba tava lá arrumando o som pro cara e tava baixo, aí eu na inocência querendo ajudar fui lá no botão master do mixer no cara e aumentei, o cara ficou bolado. “Tá fazendo o que, tira a mão daí!” Essa galera do Dub é apegada demais aos equipamentos, tá lôco… Só estendi a mão pro carinha e falei “prazer, Paulada. Sou amigo do Giba, eu sempre ponho som aqui, tava só querendo ajudar, mal ae”, e virei as costas. Na volta do Ceasa, vi que o cara tava mandando um som bem bom. Pelo menos isso… Mas fui me dar com uma galera mais desapegada. O trio de jazz de João Fideles, Henrique Gomide e um mano que nunca vi na guitarratavam começando a mandar um sonzito no canil. Era um jazzinho no esquema DJANGO REINHARDT, sonzeraça, dancei pra caralho e no final ainda dei uma brincada na bateria do João, esses sim são músicos de verdade, querem que a galera brinque também, não ficam só na punheta. Quando dei por mim já era mais de quatro e tanto da manhã e eu tava completamente bêudo. O santo Dileo me deu uma carona até do lado de casa, tracei a primeira coisa que achei na geladeira e capotei.

Quando acordei era quase 2 da tarde. Com braços, pernas, costas, tudo doendo. É, tô ficando velho pra essas coisas. Não consegui fazer nada até a noite, e a noite teria outra baladinha imperdível. Festinha de final de ano e formatura de alguns dos fritos no Pouso da Cajaíba. Quase 23h peguei o bom e velho LAPA R rumo à Vila Pompeia. Baladinha sussa, amigos, alguns desconhecidos, algumas desconhecidas bem apetecíveis, empadinhas deliciosas, muita breja, eu lutando com o computador do cróvis pra pôr um som… Nessas festas republicanas, tb rola uma dinâmica. No começo a breja vai que vai, a primeira leva acabou rapidão. Mas ainda era cedo, e quando chegou a segunda leva, tb acabou rapidinho. Aí sai pra comprar a terceira leva, e então a galera já tá diboa, alguns acham que acabou a breja de vez, e aí acaba a amizade. Alguns vão embora e os que ficam já tão bebados. E, claro, sobra breja. Mas dessa vez sobrou muita, e não era uma breja qualquer, era HEINEKEN. Tentei com galhardia beber o que pude, mas quando já estava clareando me dei por vencido e capotei no sofá. Aliás, essas festinhas boas passam rápido, não? Tive que acordar pra abrir a porta pra faxineira, daquele jeito, voltei a dormir.

Acordei de vez lá pelo meio dia, tomei um café-da-manhã (mais correto seria dizer coca-cola-da-manhã), desejei boa viagem pro casal Tristão que naquela tarde embarcaria rumo à velha França, e fui pra casa. O dia tinha amanhecido com um sol delícia, depois de uma semana nublada e molhada. Mas não durou muito. Quando tava no ponto esperando o SOCORRO, começou a chover. O busão demorou pracaraio pra passar, e quando veio, veio lotado. Apesar de ser sábado, tava um trânsito chato do caraio, e demorei mais de hora pra chegar em casa, de pé no bumba, ressacado, e o bumba abafado, com as janelas fechadas. Meu humor sofreu sérios danos na viagem. Cheguei em casa querendo apenas um belo banho. Meus avós, meu tio Sérgio e minha prima Natasha estavam lá, então tive que fazer a social antes de ir pro banheiro. Meu irmão pôs uns vídeos pré-históricos da gente criança, naquela época mágica dos anos 80, e a sessão nostalgia pegou forte. Depois que eles saíram, capotei novamente, buscando um descanso antes da balada do sábado. Aniversário da Ana, irmã do meu velho amigo João, na casa deles. Baladinha familiar suave, com direito a CREPES, um queijo gorgonzola sensacional proporcionado pelo pai da Vivi, prosseco e claro, várias brejas. O João no final da balada tava naquele estadinho. Por sorte o grande Álvaro se fez presente e fez a preza de me levar pra casa. Já era mais de quatro da manhã, e as onze tinha que estar de pé novamente, desta vez para trampar na balada. Nada de mais, era só pra pôr um sonzito no tal do churrasco em comemoração aos 20 anos da gloriosa ECAtlética.

E as 11 da manhã do domingo lá tava eu de pé. E tinha que ir de busão pra USP, o que no domingo exige uma certa paciência. Mas até tive sorte, os buso não demoraram muito pra passar. Depois da caminhadinha básica do P1 até a ECA, cheguei. O tempo tava cruel, cinza escuro, garoinha persistente, frio. Cheguei e todas as paradas tavam dentro do CA. Mesas redondas comunitárias com toalhas vermelhas e verdes, o BUFÊ de saladas, e a churrasqueira do lado de fora com o tiozinho contratado já metendo as carnes no espeto. Lá dentro, os valorosos músicos do Seis Sextos estavam passando o som. Bem, o jeito era começar a beber. Peguei a primeira latinha de Skol e fiquei por ali. Nem preciso dizer que o comparecimento foi baixo, mas comi um belo almoço, tomei várias, coloquei vários sonzinhos que eu pelo menos gostei de ouvir (e acho que o diminuto público tb), presenciei alguns papelões, mexi no arquivo da atlética, ouvi a bela apresentação dos seis sextos e no final da tarde já estava daquele jeitinho. Peguei uma carona com o Gus, violonista da banda, que mora perto de casa. Mas ele disse que antes ia dar uma passada no estúdio duns brothers, lá pros lados do JABAQUARA. Chegamos no mui confortável estúdio e os fritos de plantão tavam rachando o bico vendo o pânico. Como sinal de boa vizinhança, tinha trazido umas 12 brejas que tavam sobrando no churras. O Zé ia ensaiar com mais uma de suas bandas, os AMIGOTES, na qual toca bateria. O som era um pop rock mais pro rock, pesadão, legal. Fiquei lá pirando dentro do estúdio, às vezes tendo que por o dedo no ouvido pra não ficar surdo, mas já tava só o pó da rabiola, e o Gus tb, então fomos embora antes do fim do ensaio. Claro que a segunda-feira foi extremamente improdutiva, e tomei a decisão de ficar SUAVE, sem balada, durante a semana, para estar em condições de uso na sexta, onde ocorrerá a edição SEM CALORIAS do Fumeca, com diversas bandinhas, entre elas algumas encarnações da banda do canil e o jazz’n'ribs, onde prevejo uma jam session cósmica infinita. Quem viver, verá!

Video do Jazz’n'Ribs!

•17/12/2009 • Deixe um comentário

A querida Gabi Agustini colocou no Vimeo um videozinho dos caras do Jazz’n'Ribs Brass Ensemble mandando ver no Herbie Hancock mandando ver no HERBIE no evento realizado no terraço Grilli. Ducaráleo!

Clipes da madrugada

•10/12/2009 • Deixe um comentário

Alôu? Ainda tem gente aqui? É, ultimamente tá fraco, to com uma preguiça de escrever… e tb to meio devagar de balada, só as tradicionais cerca-frangos (apesar que faltei em duas após a do apagão), QiB, etc… e teve a estreia oficial do Jazz ‘n’ Ribs Brass Ensemble que foi sensacional. O Scotch 12 anos rolou solto, e rapaz, Whisky bom é outra coisa. Mal lembro de como cheguei em casa. De resto, vários projetos, mas nada definitivo. Acho que 2009 tem que acabar logo pra mudar o ciclo.

Enfim, pra não deixar aqui às moscas, vou postar uns clipes. O melhor da MTV hoje em dia é das 2 da manhã pra frente, onde insones chapados em geral podem se deliciar com clipes geniais nas sessões Lab Clássicos e Lab Cult Trash. Outro dia pós-cerca frango fiquei vendo mesmerizado uma sequência insana de clássicos, e tive a ideia de anotar os clipes para compartilhar com vcs depois. Afinal, o SP Lado B também tem a ver com TV insone na madruga. Lá vai:

começou com nada menos que:

CORONA – Rhythm of the Night

na sequência um som nada a ver com o anterior, mas animal! o clipe é inacreditável:

Beck – Beer Can

depois, esse crássico:

Rednex – Cotton-Eyed  Joe

o próximo é um verdadeiro marco novecentista. sensacional (e essa versão foi gravada daquele MTV Al Dente, onde gostosas apresentavam clipes CALIENTES:

Fausto Fawcett e Falange Moulin Rouge – Básico Instinto

esse é muito bom, produto do grande Rocket from the Crypt

Rocket from the Crypt – Born in ‘69

e essa então? sensacional. Ganhou até a honra de passar no Beavis and Butthead

Ween – Push th’ Little Daisies

e a versão do Beavis e Butthead

depois dessa, nada como um DINOSAUR JR.Essa é do disco novo deles! Tão na ativa os caras!

Dinosaur Jr. – Over It

e pra encerrar, o inenarrával PORTUGAL, THE MAN!

Como diria a PALMIRINHA, espero que vocês gostaram, tenho certeza que vocês gostaram!

A Cerca Frango do apagão

•12/11/2009 • 1 Comentário

Poisé criançada, quando eu digo que a cerca não falha, to falando sério. Ontem, apesar do já histórico apagão que deixou as escuras boa parte do Brasil, nos reunimos à luz de velas para tomar a cerveja do bar do Dorival antes que ela esquentasse.

No momento em que as luzes falharam, eu estava, pra variar, nas dependências do Centro Acadêmico Luz Cósmica. Foi bizarro, a luz oscilou, oscilou, e quando caiu, bem na hora começaram a soar FOGOS DE ARTIFÍCIO  e a galera que tava nas salas de aula deu urros de felicidade, afinal daquele momento em diante não haveria mais aula. Pra sair da USP, o caos, todo mundo querendo ir embora ao mesmo tempo, no escuro, sem semáforos. Até aí achava que era um problema localizado, talvez alguém tenha feito uma merda na Física ou na Engenharia Elétrica e derrubado do disjuntor da USP. Mas, saindo da Cidade Universitária, fiquei impressionado ao ver todo o caminho até o Largo da Batata totalmente às escuras.

Estava acompanhado da sempre empolgada Mari, que dirigia o carro compreensivelmente com medo, comigo do lado indicando o caminho e tentando tranquilizar a moça. Ao chegar na esquina da Cunha Gago com a Cardeal, tudo escuro, sem semáforo e com os busões descendo À milhão a Cardeal. Paramos o carro num lugar visível da mesa do bar, onde já estavam Crovis, Fred, e Diogão, com seu indefectível pote de CAMARÃO SECO adquirido em São Luís do Maranhão e que perfumava o ambiente remetendo a algum mercado de peixe tropical. Com a curiosidade jornalística atiçada, peguei o celular da Mari pra ouvir as notícias do rádio, que eram sinistras. Vários estados, entre eles São Paulo, Minas, Rio, Paraná, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal, estavam as escuras.

Faminto, pedi uma coxinha que traçei antes de começar a beber a breja, nesse ponto ainda geladaça, apesar da geladeira desligada. Grupos de pessoas passavam pela rua escura em direção à Cardeal, onde os ônibus passavam cheios. A essa altura o bar já estava mais cheio do que o normal, e foi enchendo ainda mais, grupos animados discutiam sobre o apagão. A nossa mesa destoava um tanto do perfil socio-econômico-demográfico, digamos assim, das mesas vizinhas, mas nenhuma atmosfera de hostilidade. Arrisco comer alguns camarões secos, pensando que se a luz não voltasse nunca mais, essa seria a opção de ingestão de proteína preferencial, então melhor começar a ir se acostumando… Quando dava vontade de mijar, ao invés de arriscar o banheiro do bar no escuro, ia dar uma banda na rua envolta em trevas e mijava em alguma árvore.

A terça-feira, 10 era aniversário do ilustre André ‘Bigode’ Tristão, que foi comemorar a dois com a esposa mMarion na Liberdade, mas prometia colar na cerca depois. Claro que com o apagão não rolou, mas cantamos parabéns pro gajo via celular e apagamos a velinha do bolo ali na mesa, cantando parabéns a plenospulmões e chamando a atenção do resto do bar. Comemos o bolo feito pela Bia, muito bom diga-se, e quando a Denise chegou com todo seu charme reclamando que não tinha ganho bolo, ainda havia uma última fatia, ainda bem…

Lá pelas 2h30, quando já estava todo mundo acostumando e até gostando do escuro, e Sapito Milonga, presença ilustre, falava sobre os diários cortes de luz em Luanda, Angola, onde toda casa tem gerador, a luz voltou, ofuscando a galera na mesa. A essa altura o bar estava completamente lotado, provavelmente o seu Dorival e a Denise nunca venderam tanta cerveja numa terça-feira. Minbha teoria é que todos os insones de Pinheiros que ficam normalmente morgando na frente da TV tiveram a ideia de ir pra rua ver o apagão. Foi bonito, viu… claro que é uma merda quando rola essas coisas, rola preju, rola nego preso no elevador, rolou arrastão no Anhangabaú às escuras sem policiamento, mas… é uma sacudida na rotina elétrica do pessoal, acho que todos vão lembrar onde estavam quando faltou luz em 10 de novembro de 2009.

Squirrel Nut Zippers no Brasil?

•03/11/2009 • 1 Comentário

é amigos, fazia tempo que não postava aqui. simplesmente não tinha vontade, e apesar de ter rolado algumas baladas boas nesses últimos tempos nenhuma foi assim tão digna de nota. botei som na outubrounada, faltei na edição de outubro do jazz’n'ribs, curti um hermeto pascoal no ibirapuera, e algumas poucas outras. o feriado de finados foi bem tiozão. sexta fiquei em casa, sábado festinha de um ano do Dante, filho do Jardel. lá, empanturrei-me de salgadinho e sanduíche de carne louca e soltei a voz com a galera jogando beatles rock band no wii. depois, como a noite estava deliciosa, zanzei com o Davi pela Vila Madalena, entramos no sempre entupido Pau Brasil e cheguei em casa já com o dia clareando. domingo não botei o pé pra fora de casa, e ontem vim pro pouso (onde to agora) a convite do Diogão, que deu uma verdadeira aula de permacultura enquanto bebíamos breja e degustávamos castanha de caju. vai rolar um projeto de implantar a permacultura no sítio da minha vó em Itapecerica da Serra.

Mas outro projeto que tem muito a ver com isso aqui surgiu quando o tato mandou esse clipe pro email da galera:

Essa música marcou esses últimos oito anos da minha vida, desde que o crovis apresentou essa sensacional banda chamada Squirrel Nut Zippers na cercas frangos da maraca, nas PRISCAS ERAS de 2002. virou um hit pessoal nas minhas discotecagens, e a galera ia ao delírio com essa sonzera meio gipsy, meio russa, meio swing, meio clima ‘lei seca’ anos 20 nos EUA. e as outras musicas do SNZ sguiam nessa toada, que segundo o Allmusic podemos chamar de ‘retroswing’

O fato é: a banda voltou à ativa, e em dezembro fará shows na Colômbia. Ao saber disso o Crovis entoru em contato com os caras que, claro, gostariam muito de vir pro Brasil, mas precisam de alguém para trazer. é isso que estamos tentando. Não e fácil, não temos experiência nenhuma de fazer algo do tipo e o tempo é curto. mas fé em Deus que vai rolar! hoje mesmo vou me reunir com o s caras do Clash Club que tão a fim de abrir a casa pra esse show que se acontecer será histórico. Portanto, eventuais leitores que tenham algo a ajudar nesse caso, gritem!

e por enquanto fiquem com outras sonzeiras do SNZ

Put a Lid on It

Hell – Ao vivo no David Letterman

Jazz’n'Ribs and more!

•23/09/2009 • Deixe um comentário

Salve salve, rapaziada! É, não tem jeito, eu tento escapar da balada infinita mas ela não deixa… vamos recapitular as últimas, a começar pela Cerca Frango de sétimo aniversário. Bom, quem viu, viu. C.A Luz Cósmica cheio de amigos e chegados de várias gerações, extremamente florido, a cerveja de litro não deu nem pro cheiro, tomei um pito do Tato pq não mantive o plano b original das brejas, e durante longos dois minutos e meio a breja não estee gelada. Bem, azeite, nós fazemos o que podemos. De resto, deu tudo tão certo que tiveram que arranjar sarna pra se coçar e silkaram o belo frango feito pela Trianca na mesa de sinuca, o que gerou hilários protestos duma (parte) da galera da Atrética.

Agora, vejamos, não fiz mais nada notívago até a sexta-feira. Sem um puto no bolso, com o pagamento da Fipe atrasado, não ia rolar colar no aniversário de Daniel Grilli e Veri no Zé Presidente, mas ouvi relatos que foi bom. Meu velho amigo Johnny me ligou e fomos tomar uma gelada honestíssima no Pavão, boteco firmeza perto de casa. Estranhamente tava vazio, e a 1h da manhã o cara do bar, simpático mas que fala uma lingua incompreensível pra mim, falou que tinha que fechar por causa do psiu. Poisé, tá cada vez mais impossível beber uma breja honesta na madrugada em São Paulo. Vai, vota no Kassab bando de panaca!

Inclusive, essa premeditada morte da vida noturna em SP tem, como tudo na vida, oportunidades para os mais espertos. O muy esperto Erick Roza deu uma idéia que pode virar um novo empreendimento da Paulada Produções. Um serviço de disk-breja gelada delivery. Acho que rola, hein…

Enfim, sabadão foi aquela morgação e o Johnny ligou novamente falando pra gente assar uma carninha na casa dele. Chegou uma galera animada, com destaque para os primos figuraças do João, um deles trouxe um SINGLE MALT delicia que tratou de me deixar em um estado quase alucinógeno. Até cigarro eu fumei. Capotei na casa do Johnny mesmo e acordei naquela ressaca braba. Pretendia ficar o resto do domingo frio deitado, mas o Marcel me liga e fala que o tão aguardado JAZZ’N'RIBS ia rolar naquele momento. O que é isso? Então, um grupo de camaradas tão com um projeto de aprender a tocar instrumentos de sopro e fazer uma sonzera. Marcel tá no trombone, Thomaz e Fê ‘Tunico’ Assad no trompete e Penin no sax. Acompanhados de Lulo no baixo, Trops no teclado e Dudu no violão. Quando conseguiram entrosar o CAOS SONORO se transformou numa bela sonzera. Mandaram Chamaleon do Herbie, When the Saints go Marchin’ In e outros standards. Ainda tem muito a aprender, mas esse ENSEMBLE tem futuro. Como prometido, Mau pôs uma garrafa de Red Label na roda, o rango tava superb, picanha, linguiçinha show, queijo coalho, abobrinha e beringela, camaraozinho feito na brasa de um jeito que nunca tinha visto, um salmãozão que ficou sensacional, e como PEÇA DE RESISTÊNCIA, uma costela de porco que ficou durante todo o churrasco dentro do aluminio, cozinhando lentamente. Na hora de tirar o alumínio, ocorreu a APOTEOSE CLIMÁTICA, o Mau derrubou a parada no chão. Claro que ninguém ficou com nojinho de comer depois disso. Cheguei em casa as 3h da matina, completamente estufado e entorpecido de whisky, e lembrei que na segunda não ia haver descanso, pois tinha sido convidado pelo Caju pra mandar um som na festa do Repórter Brasil na Funhouse.

E lá fui eu encarar mais uma balada, passei antes no Pouso da Cajaíba pra resgatar meu case de CDs, tomei sete brejas na conta da casa e troquei idéia com velhos ex-ecanos ilustres como Caio Cavechini (que trampa no Profissão Repórter da Globo), Carlos Padeiro, Mauricião Monteiro, Kleber, o animal, entre outros. Brunão e Zilio, incansáveis baladeiros, vieram fazer companhia. Encontrei até uma menina do Mackenzie, amiga da namorada do Caju, tb ex-mackenzista. Percebemos espantados que ano que vem fará dez anos que nos formamos no colegial. Essa ocasião com certeza merecerá uma festa. Vou tentar agitar…

Fui escalado pra tocar mais pro final da balada, e curti deveras tocar num espaço tão querido quanto a Funhouse. Fiz uma mistureba infernal de sons, rocksambapsicodeliaraggabalkansemundrungagens, o pessoal gostou, claro que umas musicas agradaram mais que outras. Cheguei em casa novamente tarde pra caraio, e novamente acordei por volta da uma da tarde. E era terça, dia de cerca, portanto. Fomos ao bar do Dorival, sempre com o atendimento estupendo da Denise. Agora, quarta, vou dar uma folga ao sistema, nada de breja e outros ÁLCOOIS. E amanhã, bem, amanhã tenho que ir pro Rio de novo! Delegação ecana mundrunga vai participar do processo seletivo pra ser correspondente do Sportv. Se rolar será do caraio. Torçam por mim!

Até debaixo d’água

•14/09/2009 • 1 Comentário

Amanhã a TERÇA CERCA FRANGO comemora sete anos de existência. Se bem que cronologicamente os sete anos foram completados há um mês, na segunda terça-feira de agosto. Em 2002, na segunda terça-feira de agosto, os desbravadores Thomaz, Tristão e Crovis instituíram que terça-feira era dia de beber, na época algo lógico, já que nossa turma tinha janela de aula na noite de terça. Desde então a cerca, CF, 3CF ou como vcs preferem chamar, fez história, graças principalmente ao empenho e dedicação dos confrades. Hoje todo mundo trabalha, tem milhares de compromissos, mas ainda assim a cerca não falha. Admirável. Semana passada, por exemplo, a terça-feira viu um dilúvio em São Paulo, trânsito recorde, enchente na marginal, caos, tragédia. Ainda assim, a CF não falhou. Mesmo sem ter uma residência aconchegante para sediar a bagunça. Afinal, o largo da batata, apesar da aparência de BOMBARDEIO por causa das obras  do metrô, tb nunca falha. E o boteco do DORIVAL recebeu com a hospitalidade de sempre os bravos corajosos que saíram de casa na noite ainda chuvosa. Saí de casa lá pelas 21h e a chuva tinha dado uma trégua, o trânsito surpreendentemente bom, levei menos de meia hora para chegar à Pinheiros. Ainda não tinha ninguém no bar. Me ABOLETEI num dos banquinhos do balcão, nem o Dorival  nem a Denise estavam do lado de dentro do mesmo. Pensei “ih, será que venderam o bar?”, mas pedi uma Brahma e fiquei vendo a NOVELA até chegarem Crovis, Tato e Tristinho. Poucos outros se aventuraram, entre eles Denis, o pomadinha, recém-chegado de Little Valleys, e ninguém menos que ZILIOZILIO. A cerca transcorreu normalmente, sendo o tópico da conversa os preparativos pro aniversário na semana seguinte, apesar das intervenções sem noção do Zilio. Só no final rolou um certo stress devido ao paradeiro desconhecido do iPod do Tato, deixado sob minha responsa na sexta no aniversário do tristinho, claro que eu esqueci de guardar ele no final da balada, mas já está tudo certo, o iPod foi encontrado em meio a zona da rep do Triste.

Lá pelas duas demos a noite por encerrada, mas com o Zilio na parada nem sempre é tão simples. Ele falou que o Brunão tava no Sonique, na Bela Cintra, onde tava rolando uma baladita que não cobrava pra entrar. Quando chegamos a balada tava miando, nem tavam deixando entrar no lugar, e a chuva tinha voltado à carga. O Brunão, inspiradíssimo nos comentários, se acomodou no banco de trás no carro e a idéia era levá-lo até o PARQUE SÃO JORGE, Z/L, onde ele reside. Para encarar a viagem, paramos no Econ 24h pra comprar um vinho. Erro foi deixar o Zilio comprar, ele trouxe um CHALISE BRANCO doce pra caraio, presságio de ressaca sinistra. E rapaz, a Z/L é comprida, e olha que o Brunão mora ainda mais ou menos no começo. Paramos perto da casa dele, numa vizinhança bem sussa, e ficamos tomando o Chalise e falando besteira. Pra voltar não conseguimos cair na Radial Leste e fomos por um caminho bizarro por dentro do BRÁS. Passamos pela feirinha da madrugada e por uma rua onde umas cinco viaturas tavam enquadrando uma tiazinha e um moleque adolescente. Nem quisemos saber do que se tratava. Achei que não íamos conseguir nos achar nunca, mas caímos na João Teodoro, e dali, Tiradentes, túnel do Anhangabaú e Nove de Julho. Cheguei em casa umas 4h30 da manhã, e lógico que quando acordei, lá pela uma da tarde, ouvi a tradicional cantilena da minha mãe sobre o absurdo de se acordar àquela hora na quarta feira…

É, realmente não dá pra justificar em termos racionais fazer balada forte às terças feiras, e ainda assim, toda terça é isso. Por que, oh Deus, por que a gente é assim?! A essa altura da vida a CF podia ser uma Happy Hour suave, das 20h à meia-noite, só tomar uma brejinha de leve, mas sempre a beberagem atinge proporções épicas. Não quero nem ver como vai ser no aniversário. Acho que na quarta-feira vai ter que rolar um REHAB. Claro que não posso cuspir no prato que comi, me diverti muito, conheci muita gente legal, aprendi muitas coisas, nesses anos de convívio baladeiro, mas tenho que pensar na minha vida. Continuo desempregado, sem dinheiro, e pra viver de balada não dá pra ser locão. Muita gente, inclusive amigos companheiros confrades de cerca que tão bem encaminhados na vida, conseguem conciliar isso, mas pra mim tá fueda.

De qualquer forma, amanhã é nóis lá, vou tentar manter a MACIOTA na beberagem e na hora de comer o bolo, mas prevejo mais uma terça-feira dantesca e uma quarta-feira extremamente improdutiva.

Churrasco em tempos de sustentabilidade

•04/09/2009 • Deixe um comentário

Ah, churrasco, esta palavra mágica. Tá ali concorrendo com o futebol, samba, mulher e cerveja ao posto de PAIXÃO NACIONAL. Se misturar tudo em um só evento, temos um resumo do Brasil. Os gringos que vêm pro Brasil alucinam com uma picanha sangrando, e muitos brasucas (principalmente gaúchos) sacaram isso e tão enchendo o bolso de euros e dólares fazendo churrasco nos EUA ou na Europa.

Meu amigo Cróvis costuma dizer que churrasco não é comida, é evento. Evento social, de confraternização entre amigos. É assim desde a AURORA DA CIVILIZAÇÃO. Assim que o primeiro hominídeo descobriu o fogo e que, se colocar a carne daquele bicho caçado no fogo, ela fica bem mais gostosa. O consumo de proteína animal ajudou o homem a se desenvolver. E desde então juntar-se em volta do fogo para assar uma carne virou um dos principais RITOS que separam o homo sapiens de seus colegas com cérebro menos desenvolvido. É isso, a gente assa e come a carne deles porque nós somos mais espertos. Eles fariam o mesmo no nosso lugar.

O boi que a gente conhece hoje se desenvolveu ao ser domesticado pelo homem para servir a vários propósitos. O boi fornece carne, couro, os ossos podem virar gelatina e ser matéria-prima de vários artefatos, até os pêlos das orelhas viram pincel.

Como todo bom malandro brasileiro, adoro um bom churrasco. Lembranças de churrascos na casa dos meus primos, avós, etc, remontam à mais TENRA infância. Meu pai era até amigo do lendário MARCOS BASSI, o artesão das carnes. Lembro de quando ele tava bem de vida chegar com um isopor cheio de carne do Bassi pra fazer churrasco. Delícia. Com meu pai, que aliás fez 52 aninhos ontem, aprendi alguns macetes pra deixar aquela carne normal um manjar dos deuses. E logo comecei a praticar.

Lembro que meu primeiro porre de verdade foi num churrasco, na casa do meu velho amigo Rafael Saad, quando eu tinha meus 14 anos. O churras se desenvolvia normalmente, só na base das brejas do avô do Saad, quando encontrei uma garrafa de vodka no fundo da geladeira. Não prestou. No colegial, ficaram tradicionais os churras de sexta a tarde na casa do Christian, lá pros lados da VILA CARRÃO. A gente pegava o metrô até lá e, claro, a carne não era a atração principal, e sim os litros de cerveja e caipirinha que geralmente eu preparava para aprovação geral. mas fui ganhando experiência em realização de churrascos sob condições adversas.

Na faculdade tive a oportunidade para desenvolver ao máximo a técnica churrasqueira em incontáveis queimas de boi. A mais lendária foi em Juquehy, na casa do Thomaz, quando sob o efeito de diversas substâncias, fizemos uma picanha TRANSCEDENTAL, quase na consistência de MANTEIGA, as 8h da manhã duma segunda feira fria. Acho que devo ter participado de uns MIL churras na vida.

Mas não é fácil a vida do ser carnívoro churrasqueiros nesses tempos. Afinal de contas, o churrasco sem dúvida gera uma PEGADA no meio ambiente. Obviamente temos o boi, que virou o grande vilão do desmatamento da amazônia, além de claro, ser feito de carne, e ser um ser vivo de origem animal, o que gera desentendimentos com o pessoal vegetariano. Além disso tem a teoria de que a FLATULÊNCIA dos bovinos contribui para o efeito estufa. Bem, eu nasci onívoro e não pretendo mudar, afinal quem come de tudo não passa fome. Mas bem sei que exagerar na picanha não é muito saudável para o organismo, portanto ultimamente procuro balancear com uma saladinha, uma abobrinha na brasa, uma fruta, pq não é fácil não… Aí temos a LINGUIÇA, o FRANGUINHO, etc, que tb tem detratores prontos para enumerar seus malefícios.

E temos ainda o CARVÃO, ainda mais difícil de defender, pois trata-se de ÁRVORE INCINERADA. Hoje temos carvão ecológico, proveniente de eucalipto de reflorestamento, mas ainda assim ele libera uma pá de carbono e FULIGEM na atmosfera.

E temos toda a lixaiada que um churrasco gera. Rapaz, eu já presenciei verdadeiras montanhas de lixo surgirem ao final de churras homéricos. E não tem muito o que fazer além de jogar tudo num grande saco preto e deixar na mão do lixeiro. Impossível separar orgânico de reciclável. E, claro, cada um que traz carne, cerveja, etc, a traz envolta em várias camadas de plástico, dentro dos famigerados saquinhos de supermercado.

É possível fazer um churrasco ‘carbono zero’? Creio que sim, mas provavelmente vai dar muito mais trabalho. Primeiro, o boi, o frango, o porco, devem ser orgânicos, criados na base de capim e carinho, sem maus tratos, o que exige um sítio, que tb vai fornecer as verduras orgânicas pro vinagrete e pra salada, e a lenha pra virar brasa. A cerveja é uma questão delicada. O ideal seria vc fazer sua própria breja artesanal, o que não é tão difícil quanto pode parecer e vai gerar um produto bem melhor que as brejas industrializadas que se vê por aí. Mas sei que vc não vai encarar esse trampo, então o que é melhor, cerveja de garrafa ou lata? Ambas tem seus prós e contras. As garrafas e seus engradados, além da tradição e do aspecto lúdico de colocar as garrafas vazias de volta às grades e empilhá-las, tem a seu favor a simpatia do conceito RETORNÁVEL, você só paga pelo vasilhame da primeira vez, nas próximas é só o líquido. Definitivamente gera menos lixo. As latas são recicláveis, claro, e seu recolhimento para reciclagem gera toda uma economia de pobres diabos que vivem de catar latinha. Mas deixam um aspecto de caos maior ao churrasco, provocam maior desperdício de cerveja e os plásticos que as envolvem aumentam mais a massaroca plástica que vai ficar por centenas de anos atulhando o planeta. Eu particularmente voto sempre a favor dos cascos.

Concluindo, rapaz, é difícil mudar hábitos, ainda mais tão ENRAIZADOS na cultura quanto o churrasco. Mas podemos adotar o PRIMITIVISMO  e fazer churrasco a maneira de nossos ancestrais pré-históricos, a natureza vai agradecer. Eu nunca tive que CAÇAR minha própria comida, deve ser divertido. Enquanto isso, vou tentar fazer churras que gerem menos lixo, mas sempre salivando na hora de fatiar aquela picanha mal passada.

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Convalescência de balada

•27/08/2009 • Deixe um comentário

Com o diagnóstico de pneumonia fiquei exata uma semana de repouso absoluto em casa, só no antibiótico e inalação, afinal com essas coisas não se brinca. Por isso, a edição de sétimo aniversário da cerca frango foi adiada, fiquei comovido com a gentileza, faria o mesmo por vcs galera! hehe

mas no sabadão ia ter a abertura do Bourbon Street Fest no Ibirapuera. Balada ao ar livre, no parque, com sonzera de primeira, e o sabadão amanheceu com sol e um céu azul impecável. Eu tinha que ir. Mandei ver o XAROPE EXPECTORANTE e, de bermuda de tactel, camiseta véia e havaianas, mas com uma blusa, uma garrafa de 1,5 l d’água e lenço de papel na mochila, comecei a caminhada de casa até o Ibira, que dá uma meia horinha andando por dentro da pomada Vila Nova Conceição. Teoricamente ainda não podia beber, mas tava clamando por cerveja, e não hesitei em comprar cinco latinhas no mercado no caminho, só pra começar. Imaginava que, como de praxe, ia ser complicado e caro conseguir cerveja lá dentro. Chegando no Ibirapuera, a variada FAUNA HUMANA que sai de suas tocas nos sábados de sol me distraiu na caminhada até o local do show. Ao invés do tradicional gramado da praça da paz ou o novo gramado na frente do auditório, o show seria num CIMENTÃO na frente do museu afro-brasil. Ponto negativo, mas tudo bem. Chego pouco depois das 15h30, horário marcado pra começar a bagunça, mas ainda tinha bem pouca gente e um sonzinho ambiente apenas. Logo trombo o Lulo, um dos grandes entusiastas do Bourbon, e começamos a tomar as brejas já adquiridas. Terminadas estas, começamos a sondar o esquema para comprar mais. Sim, nada de venda de breja oficial, apesar do evento ser patrocinado pela Bohemia. Só por debaixo dos panos, nas mochilas dos maloqueiros de sempre, que tavam pedindo extorsivos 4 conto na latinha. É sempre assim nesses eventos ao ar livre, nego (no caso SerraKassab) acha que a galera não pode se embebedar e pronto, é errado, feio, e tal. Mas a galera QUER tomar sua cervejinha diboa, é o complemento ideal pro momento, e ali era tudo galerinha cult classe média totalmente pacífica. Mas não, assim como nos estádios de futebol, a maioria sussa que só quer tomar sua brejinha na suave tem que pagar pelo eventual imbecil que bebe e fica violento. Dentro dos estádios não tem jeito, mas aqui não tem como controlar, e os pequenos empreendedores lucram com a sede reprimida da galera. Nesses eventos o ideal é fazer uma produça e levar sua própria breja na caixa ou sacola térmica com gelo mesmo, mas desta vez não rolou a LOGÍSTICA necessária.

Quanto a sonzeira, como sempre não conhecia ninguém que ia se apresentar mas tinha certeza que seria bom. A primeira foi a Dixie Square Jazz Band, banda brasileira de jazz à moda antiga, legal, mas não conseguiu empolgar muito o público que ainda estava chegando. O seguinte seria um tal de Glen David Andrews, da ‘famosa família Andrews de New Orleans’. Bem, acho que Andrews em New Orleans é que nem Da Silva no Rio de Janeiro, mas o Glen mandou benzaço. Empolgadão, interagiu com o público e fez até um MOSH. O som misturava o jazz dixie roots com funk, groove, muito bem executado bombando nos metais, conseguiu levantar a galera. Na sequência a cantora e pianista texana Marcia Ball mandou uma blueseira roots, tb excelente. E no final teve Kurt Brunus Prject, mais na pegada funky com mistureba de hip hop, reggae e tal. Bão também.

Agora com essa lei antifumo, outra vertente da cruzada do Serra para nos obrigar a ser chato como ele, que apesar da pegada autoritária e do clima de denuncismo acerta ao deixar ambientes fechados respiráveis, espero que rolem cada vez mais baladas ao ar livre, onde vc pode fumar o que bem entender que não vai incomodar quem tá do lado, e de resto balada ao ar livre é muito mais legal, claro que quando o tempo ajuda, e naquele sábado São Pedro foi responsa com São Paulo. No final, já tava bem breaco, e apesar do cansaço não tava a fim de ir pra casa, afinal era uma bela noite de sábado. Após um puta rolê pra chegar no carro do Lulo e de um pit-stop no Souza para a larica, fomos na casa do Thomaz onde tomamos mais várias, nos divertimos À BEÇA com a performance do Ricardo Lenny Kravitz e suas histórias campineiras e capotei lá no colchã KENKO PATTO ortopédico duro, mas ótimo para a coluna.

Acordamos naquela ressaquinha básica, aplacada com Dipirona e muita água, tomamos aquele café da manhã esperto e Thomaz comunica que seu objetivo no dia era assar uma carninha em homenagem ao tricolor que ia jogar com TV. O ‘Jason’ ressurgido das cinzas vinha de uma série de seis vitórias seguidas e já beliscava a liderança do parmera. APesar de dar uns vacilos, gnahamos, 2 a 1. O churrasquinho rolou low profile, picanhinha show. E lá pelas 22h, fui pra casa. Acordei na segunda meio baqueado, percebi que tinha abusado um pouco e ainda não tava 100% das VIAS RESPIRATÓRIAS. O tempo virou, e na terça fria e chuvosa não encarei a cerca-frango. Já na quarta era aniversário da querida Carol Ambrô, que ia comemorar no Ó do Borogodó. Vislumbrando possibilidades de encontrar e conhecer belas moçoilas, encarei. Mas saiu cara a brincadeira, ao menos pros meus padrões pão-durísticos. Tinha passado na casa da Lau pra conversar sobre a balada e fizemos uma jantinha delícia, mas fiquei enrolando lá até tarde e saí já era quase meia-noite. Apesar da casa dela ser bem perto do destino, busão naquela hora necas, e tive que pegar um táxi que saiu (tb pelos meus padrões), caríssimos 13 reais no curto trajeto. Outro ponto positivo pro Rio, lá táxi é bem mais barato, e as distâncias ali na zona sul pelo menos são curtas, dá pra pegar táxi sem sentir a facada no peito. Além disso lá ‘onde interessa’, na zona sul, centro, lapa, etc, tem busão e lotação a noite toda, 2 real a lotação, muito justo. Aqui em SP ainda tá longe disso, depois nego não quer ver a galera dirigindo bêbada… qual é a opção, me digam?

No Ó o som tava muito bom, achei até justo os 15 reais de couvert, não tava muito cheio e a mulherada realmente tava bem apetecível, mas nem rolou nada, só fiquei lá tomando, apreciando o som e trocando idéia. Fechamos o bar e fomos pro Pouso da Cajaíba fumar aquele pijaminha…

Quinta e sexta, novamente fiquei de molho, acuado pelas INTEMPÉRIES de agosto no céu paulistano. Mas sábado, apesar do frio glacial, ia ter um evento que eu simplesmente não poderia perder. O fanfarrão Ricardo Lenny ia fazer sua despedida com uma FESTA DA ESPUMA autêntica na ECA. Nunca vi algo semelhante. A friaca inclemente deixou a galera entre tímida e estufetata no começo, enquanto a cachoeira de espuma se espalhava pelo CA. Mas com o goró rolando solto e a ajuda de uma fogueira para espantar o frio, todo mundo entrou no oceano de espuma. Que engraçado que foi. na APOTEOSE, a camada de espuma chegava a ficar mais alta que eu. caminhar no meio da espuma faz vc se sentir em meio às nuvens. altamente recomendádo pruma viagem psicodélica num dia de calor. porque não tem jeito, vc sai encharcado de lá. saí e me posicionei do lado da fogueira, e o vapor saía da minha calça ensopada. Uma festa memorável, sem dúvida. temos que repetir.

Adega Pérola

•23/08/2009 • 1 Comentário

No post do Rio esqueci de um bar bem responsa onde fui com a Nancy na sexta-feira. É a famosa Adega Pérola, na Siqueira Campos, Copacabana, bem perto da casa da Nancy. Outra casa portuguesa com certeza, além do bom chopp, apesar de seguir a mania carioca de economizar no colarinho, serve vinho na caneca, que no dia frio para padrões cariocas era consumido em muitas mesas. Mas fiquei só no choppinho mesmo. O grande lance da Adega, porém, é o sortimento de petiscos excelentes expostos no balcão e servidos por peso, com destaque para os frutos do mar. Mas como no momento tava precisando de um CARBOIDRATO, pedi 100g de batatinha à lagareira, deliciosa. Nadando no azeite, com alho, pimenta e outros temperinhos shhow, delícia.

Como tanto em quanto a Nancy távamos quebrados, não ficamos lá por muito tempo. Voltamos pro sempre aconchegante apê dela, trocamos uma idéia com o gente finíssima nipônico Nelsão, que mora com ela, e depois fiquei jogando Nintendo Wii com o filho de uns 5 anos da Ana, outra moradora da casa. Claro que o moleque me deu um pau. Mas esse Wii vicia, viu…

Em breve, relatos das baladinhas que comecei a voltar a ir após a convalescência da pneumonia. Destaque para o Bourbon Street Fest no Ibirapuera, quarta feira no Ó do Borogodó no aniversário da Carol Ambrô e a inesquecível FESTA DA ESPUMA do Ricardo ‘Lenny Kravitz’ no CA da ECA. Aguardem!