Squirrel Nut Zippers no Brasil?

•03/11/2009 • Deixe um comentário

é amigos, fazia tempo que não postava aqui. simplesmente não tinha vontade, e apesar de ter rolado algumas baladas boas nesses últimos tempos nenhuma foi assim tão digna de nota. botei som na outubrounada, faltei na edição de outubro do jazz’n'ribs, curti um hermeto pascoal no ibirapuera, e algumas poucas outras. o feriado de finados foi bem tiozão. sexta fiquei em casa, sábado festinha de um ano do Dante, filho do Jardel. lá, empanturrei-me de salgadinho e sanduíche de carne louca e soltei a voz com a galera jogando beatles rock band no wii. depois, como a noite estava deliciosa, zanzei com o Davi pela Vila Madalena, entramos no sempre entupido Pau Brasil e cheguei em casa já com o dia clareando. domingo não botei o pé pra fora de casa, e ontem vim pro pouso (onde to agora) a convite do Diogão, que deu uma verdadeira aula de permacultura enquanto bebíamos breja e degustávamos castanha de caju. vai rolar um projeto de implantar a permacultura no sítio da minha vó em Itapecerica da Serra.

Mas outro projeto que tem muito a ver com isso aqui surgiu quando o tato mandou esse clipe pro email da galera:

Essa música marcou esses últimos oito anos da minha vida, desde que o crovis apresentou essa sensacional banda chamada Squirrel Nut Zippers na cercas frangos da maraca, nas PRISCAS ERAS de 2002. virou um hit pessoal nas minhas discotecagens, e a galera ia ao delírio com essa sonzera meio gipsy, meio russa, meio swing, meio clima ‘lei seca’ anos 20 nos EUA. e as outras musicas do SNZ sguiam nessa toada, que segundo o Allmusic podemos chamar de ‘retroswing’

O fato é: a banda voltou à ativa, e em dezembro fará shows na Colômbia. Ao saber disso o Crovis entoru em contato com os caras que, claro, gostariam muito de vir pro Brasil, mas precisam de alguém para trazer. é isso que estamos tentando. Não e fácil, não temos experiência nenhuma de fazer algo do tipo e o tempo é curto. mas fé em Deus que vai rolar! hoje mesmo vou me reunir com o s caras do Clash Club que tão a fim de abrir a casa pra esse show que se acontecer será histórico. Portanto, eventuais leitores que tenham algo a ajudar nesse caso, gritem!

e por enquanto fiquem com outras sonzeiras do SNZ

Put a Lid on It

Hell – Ao vivo no David Letterman

Jazz’n'Ribs and more!

•23/09/2009 • Deixe um comentário

Salve salve, rapaziada! É, não tem jeito, eu tento escapar da balada infinita mas ela não deixa… vamos recapitular as últimas, a começar pela Cerca Frango de sétimo aniversário. Bom, quem viu, viu. C.A Luz Cósmica cheio de amigos e chegados de várias gerações, extremamente florido, a cerveja de litro não deu nem pro cheiro, tomei um pito do Tato pq não mantive o plano b original das brejas, e durante longos dois minutos e meio a breja não estee gelada. Bem, azeite, nós fazemos o que podemos. De resto, deu tudo tão certo que tiveram que arranjar sarna pra se coçar e silkaram o belo frango feito pela Trianca na mesa de sinuca, o que gerou hilários protestos duma (parte) da galera da Atrética.

Agora, vejamos, não fiz mais nada notívago até a sexta-feira. Sem um puto no bolso, com o pagamento da Fipe atrasado, não ia rolar colar no aniversário de Daniel Grilli e Veri no Zé Presidente, mas ouvi relatos que foi bom. Meu velho amigo Johnny me ligou e fomos tomar uma gelada honestíssima no Pavão, boteco firmeza perto de casa. Estranhamente tava vazio, e a 1h da manhã o cara do bar, simpático mas que fala uma lingua incompreensível pra mim, falou que tinha que fechar por causa do psiu. Poisé, tá cada vez mais impossível beber uma breja honesta na madrugada em São Paulo. Vai, vota no Kassab bando de panaca!

Inclusive, essa premeditada morte da vida noturna em SP tem, como tudo na vida, oportunidades para os mais espertos. O muy esperto Erick Roza deu uma idéia que pode virar um novo empreendimento da Paulada Produções. Um serviço de disk-breja gelada delivery. Acho que rola, hein…

Enfim, sabadão foi aquela morgação e o Johnny ligou novamente falando pra gente assar uma carninha na casa dele. Chegou uma galera animada, com destaque para os primos figuraças do João, um deles trouxe um SINGLE MALT delicia que tratou de me deixar em um estado quase alucinógeno. Até cigarro eu fumei. Capotei na casa do Johnny mesmo e acordei naquela ressaca braba. Pretendia ficar o resto do domingo frio deitado, mas o Marcel me liga e fala que o tão aguardado JAZZ’N'RIBS ia rolar naquele momento. O que é isso? Então, um grupo de camaradas tão com um projeto de aprender a tocar instrumentos de sopro e fazer uma sonzera. Marcel tá no trombone, Thomaz e Fê ‘Tunico’ Assad no trompete e Penin no sax. Acompanhados de Lulo no baixo, Trops no teclado e Dudu no violão. Quando conseguiram entrosar o CAOS SONORO se transformou numa bela sonzera. Mandaram Chamaleon do Herbie, When the Saints go Marchin’ In e outros standards. Ainda tem muito a aprender, mas esse ENSEMBLE tem futuro. Como prometido, Mau pôs uma garrafa de Red Label na roda, o rango tava superb, picanha, linguiçinha show, queijo coalho, abobrinha e beringela, camaraozinho feito na brasa de um jeito que nunca tinha visto, um salmãozão que ficou sensacional, e como PEÇA DE RESISTÊNCIA, uma costela de porco que ficou durante todo o churrasco dentro do aluminio, cozinhando lentamente. Na hora de tirar o alumínio, ocorreu a APOTEOSE CLIMÁTICA, o Mau derrubou a parada no chão. Claro que ninguém ficou com nojinho de comer depois disso. Cheguei em casa as 3h da matina, completamente estufado e entorpecido de whisky, e lembrei que na segunda não ia haver descanso, pois tinha sido convidado pelo Caju pra mandar um som na festa do Repórter Brasil na Funhouse.

E lá fui eu encarar mais uma balada, passei antes no Pouso da Cajaíba pra resgatar meu case de CDs, tomei sete brejas na conta da casa e troquei idéia com velhos ex-ecanos ilustres como Caio Cavechini (que trampa no Profissão Repórter da Globo), Carlos Padeiro, Mauricião Monteiro, Kleber, o animal, entre outros. Brunão e Zilio, incansáveis baladeiros, vieram fazer companhia. Encontrei até uma menina do Mackenzie, amiga da namorada do Caju, tb ex-mackenzista. Percebemos espantados que ano que vem fará dez anos que nos formamos no colegial. Essa ocasião com certeza merecerá uma festa. Vou tentar agitar…

Fui escalado pra tocar mais pro final da balada, e curti deveras tocar num espaço tão querido quanto a Funhouse. Fiz uma mistureba infernal de sons, rocksambapsicodeliaraggabalkansemundrungagens, o pessoal gostou, claro que umas musicas agradaram mais que outras. Cheguei em casa novamente tarde pra caraio, e novamente acordei por volta da uma da tarde. E era terça, dia de cerca, portanto. Fomos ao bar do Dorival, sempre com o atendimento estupendo da Denise. Agora, quarta, vou dar uma folga ao sistema, nada de breja e outros ÁLCOOIS. E amanhã, bem, amanhã tenho que ir pro Rio de novo! Delegação ecana mundrunga vai participar do processo seletivo pra ser correspondente do Sportv. Se rolar será do caraio. Torçam por mim!

Até debaixo d’água

•14/09/2009 • 1 Comentário

Amanhã a TERÇA CERCA FRANGO comemora sete anos de existência. Se bem que cronologicamente os sete anos foram completados há um mês, na segunda terça-feira de agosto. Em 2002, na segunda terça-feira de agosto, os desbravadores Thomaz, Tristão e Crovis instituíram que terça-feira era dia de beber, na época algo lógico, já que nossa turma tinha janela de aula na noite de terça. Desde então a cerca, CF, 3CF ou como vcs preferem chamar, fez história, graças principalmente ao empenho e dedicação dos confrades. Hoje todo mundo trabalha, tem milhares de compromissos, mas ainda assim a cerca não falha. Admirável. Semana passada, por exemplo, a terça-feira viu um dilúvio em São Paulo, trânsito recorde, enchente na marginal, caos, tragédia. Ainda assim, a CF não falhou. Mesmo sem ter uma residência aconchegante para sediar a bagunça. Afinal, o largo da batata, apesar da aparência de BOMBARDEIO por causa das obras  do metrô, tb nunca falha. E o boteco do DORIVAL recebeu com a hospitalidade de sempre os bravos corajosos que saíram de casa na noite ainda chuvosa. Saí de casa lá pelas 21h e a chuva tinha dado uma trégua, o trânsito surpreendentemente bom, levei menos de meia hora para chegar à Pinheiros. Ainda não tinha ninguém no bar. Me ABOLETEI num dos banquinhos do balcão, nem o Dorival  nem a Denise estavam do lado de dentro do mesmo. Pensei “ih, será que venderam o bar?”, mas pedi uma Brahma e fiquei vendo a NOVELA até chegarem Crovis, Tato e Tristinho. Poucos outros se aventuraram, entre eles Denis, o pomadinha, recém-chegado de Little Valleys, e ninguém menos que ZILIOZILIO. A cerca transcorreu normalmente, sendo o tópico da conversa os preparativos pro aniversário na semana seguinte, apesar das intervenções sem noção do Zilio. Só no final rolou um certo stress devido ao paradeiro desconhecido do iPod do Tato, deixado sob minha responsa na sexta no aniversário do tristinho, claro que eu esqueci de guardar ele no final da balada, mas já está tudo certo, o iPod foi encontrado em meio a zona da rep do Triste.

Lá pelas duas demos a noite por encerrada, mas com o Zilio na parada nem sempre é tão simples. Ele falou que o Brunão tava no Sonique, na Bela Cintra, onde tava rolando uma baladita que não cobrava pra entrar. Quando chegamos a balada tava miando, nem tavam deixando entrar no lugar, e a chuva tinha voltado à carga. O Brunão, inspiradíssimo nos comentários, se acomodou no banco de trás no carro e a idéia era levá-lo até o PARQUE SÃO JORGE, Z/L, onde ele reside. Para encarar a viagem, paramos no Econ 24h pra comprar um vinho. Erro foi deixar o Zilio comprar, ele trouxe um CHALISE BRANCO doce pra caraio, presságio de ressaca sinistra. E rapaz, a Z/L é comprida, e olha que o Brunão mora ainda mais ou menos no começo. Paramos perto da casa dele, numa vizinhança bem sussa, e ficamos tomando o Chalise e falando besteira. Pra voltar não conseguimos cair na Radial Leste e fomos por um caminho bizarro por dentro do BRÁS. Passamos pela feirinha da madrugada e por uma rua onde umas cinco viaturas tavam enquadrando uma tiazinha e um moleque adolescente. Nem quisemos saber do que se tratava. Achei que não íamos conseguir nos achar nunca, mas caímos na João Teodoro, e dali, Tiradentes, túnel do Anhangabaú e Nove de Julho. Cheguei em casa umas 4h30 da manhã, e lógico que quando acordei, lá pela uma da tarde, ouvi a tradicional cantilena da minha mãe sobre o absurdo de se acordar àquela hora na quarta feira…

É, realmente não dá pra justificar em termos racionais fazer balada forte às terças feiras, e ainda assim, toda terça é isso. Por que, oh Deus, por que a gente é assim?! A essa altura da vida a CF podia ser uma Happy Hour suave, das 20h à meia-noite, só tomar uma brejinha de leve, mas sempre a beberagem atinge proporções épicas. Não quero nem ver como vai ser no aniversário. Acho que na quarta-feira vai ter que rolar um REHAB. Claro que não posso cuspir no prato que comi, me diverti muito, conheci muita gente legal, aprendi muitas coisas, nesses anos de convívio baladeiro, mas tenho que pensar na minha vida. Continuo desempregado, sem dinheiro, e pra viver de balada não dá pra ser locão. Muita gente, inclusive amigos companheiros confrades de cerca que tão bem encaminhados na vida, conseguem conciliar isso, mas pra mim tá fueda.

De qualquer forma, amanhã é nóis lá, vou tentar manter a MACIOTA na beberagem e na hora de comer o bolo, mas prevejo mais uma terça-feira dantesca e uma quarta-feira extremamente improdutiva.

Churrasco em tempos de sustentabilidade

•04/09/2009 • Deixe um comentário

Ah, churrasco, esta palavra mágica. Tá ali concorrendo com o futebol, samba, mulher e cerveja ao posto de PAIXÃO NACIONAL. Se misturar tudo em um só evento, temos um resumo do Brasil. Os gringos que vêm pro Brasil alucinam com uma picanha sangrando, e muitos brasucas (principalmente gaúchos) sacaram isso e tão enchendo o bolso de euros e dólares fazendo churrasco nos EUA ou na Europa.

Meu amigo Cróvis costuma dizer que churrasco não é comida, é evento. Evento social, de confraternização entre amigos. É assim desde a AURORA DA CIVILIZAÇÃO. Assim que o primeiro hominídeo descobriu o fogo e que, se colocar a carne daquele bicho caçado no fogo, ela fica bem mais gostosa. O consumo de proteína animal ajudou o homem a se desenvolver. E desde então juntar-se em volta do fogo para assar uma carne virou um dos principais RITOS que separam o homo sapiens de seus colegas com cérebro menos desenvolvido. É isso, a gente assa e come a carne deles porque nós somos mais espertos. Eles fariam o mesmo no nosso lugar.

O boi que a gente conhece hoje se desenvolveu ao ser domesticado pelo homem para servir a vários propósitos. O boi fornece carne, couro, os ossos podem virar gelatina e ser matéria-prima de vários artefatos, até os pêlos das orelhas viram pincel.

Como todo bom malandro brasileiro, adoro um bom churrasco. Lembranças de churrascos na casa dos meus primos, avós, etc, remontam à mais TENRA infância. Meu pai era até amigo do lendário MARCOS BASSI, o artesão das carnes. Lembro de quando ele tava bem de vida chegar com um isopor cheio de carne do Bassi pra fazer churrasco. Delícia. Com meu pai, que aliás fez 52 aninhos ontem, aprendi alguns macetes pra deixar aquela carne normal um manjar dos deuses. E logo comecei a praticar.

Lembro que meu primeiro porre de verdade foi num churrasco, na casa do meu velho amigo Rafael Saad, quando eu tinha meus 14 anos. O churras se desenvolvia normalmente, só na base das brejas do avô do Saad, quando encontrei uma garrafa de vodka no fundo da geladeira. Não prestou. No colegial, ficaram tradicionais os churras de sexta a tarde na casa do Christian, lá pros lados da VILA CARRÃO. A gente pegava o metrô até lá e, claro, a carne não era a atração principal, e sim os litros de cerveja e caipirinha que geralmente eu preparava para aprovação geral. mas fui ganhando experiência em realização de churrascos sob condições adversas.

Na faculdade tive a oportunidade para desenvolver ao máximo a técnica churrasqueira em incontáveis queimas de boi. A mais lendária foi em Juquehy, na casa do Thomaz, quando sob o efeito de diversas substâncias, fizemos uma picanha TRANSCEDENTAL, quase na consistência de MANTEIGA, as 8h da manhã duma segunda feira fria. Acho que devo ter participado de uns MIL churras na vida.

Mas não é fácil a vida do ser carnívoro churrasqueiros nesses tempos. Afinal de contas, o churrasco sem dúvida gera uma PEGADA no meio ambiente. Obviamente temos o boi, que virou o grande vilão do desmatamento da amazônia, além de claro, ser feito de carne, e ser um ser vivo de origem animal, o que gera desentendimentos com o pessoal vegetariano. Além disso tem a teoria de que a FLATULÊNCIA dos bovinos contribui para o efeito estufa. Bem, eu nasci onívoro e não pretendo mudar, afinal quem come de tudo não passa fome. Mas bem sei que exagerar na picanha não é muito saudável para o organismo, portanto ultimamente procuro balancear com uma saladinha, uma abobrinha na brasa, uma fruta, pq não é fácil não… Aí temos a LINGUIÇA, o FRANGUINHO, etc, que tb tem detratores prontos para enumerar seus malefícios.

E temos ainda o CARVÃO, ainda mais difícil de defender, pois trata-se de ÁRVORE INCINERADA. Hoje temos carvão ecológico, proveniente de eucalipto de reflorestamento, mas ainda assim ele libera uma pá de carbono e FULIGEM na atmosfera.

E temos toda a lixaiada que um churrasco gera. Rapaz, eu já presenciei verdadeiras montanhas de lixo surgirem ao final de churras homéricos. E não tem muito o que fazer além de jogar tudo num grande saco preto e deixar na mão do lixeiro. Impossível separar orgânico de reciclável. E, claro, cada um que traz carne, cerveja, etc, a traz envolta em várias camadas de plástico, dentro dos famigerados saquinhos de supermercado.

É possível fazer um churrasco ‘carbono zero’? Creio que sim, mas provavelmente vai dar muito mais trabalho. Primeiro, o boi, o frango, o porco, devem ser orgânicos, criados na base de capim e carinho, sem maus tratos, o que exige um sítio, que tb vai fornecer as verduras orgânicas pro vinagrete e pra salada, e a lenha pra virar brasa. A cerveja é uma questão delicada. O ideal seria vc fazer sua própria breja artesanal, o que não é tão difícil quanto pode parecer e vai gerar um produto bem melhor que as brejas industrializadas que se vê por aí. Mas sei que vc não vai encarar esse trampo, então o que é melhor, cerveja de garrafa ou lata? Ambas tem seus prós e contras. As garrafas e seus engradados, além da tradição e do aspecto lúdico de colocar as garrafas vazias de volta às grades e empilhá-las, tem a seu favor a simpatia do conceito RETORNÁVEL, você só paga pelo vasilhame da primeira vez, nas próximas é só o líquido. Definitivamente gera menos lixo. As latas são recicláveis, claro, e seu recolhimento para reciclagem gera toda uma economia de pobres diabos que vivem de catar latinha. Mas deixam um aspecto de caos maior ao churrasco, provocam maior desperdício de cerveja e os plásticos que as envolvem aumentam mais a massaroca plástica que vai ficar por centenas de anos atulhando o planeta. Eu particularmente voto sempre a favor dos cascos.

Concluindo, rapaz, é difícil mudar hábitos, ainda mais tão ENRAIZADOS na cultura quanto o churrasco. Mas podemos adotar o PRIMITIVISMO  e fazer churrasco a maneira de nossos ancestrais pré-históricos, a natureza vai agradecer. Eu nunca tive que CAÇAR minha própria comida, deve ser divertido. Enquanto isso, vou tentar fazer churras que gerem menos lixo, mas sempre salivando na hora de fatiar aquela picanha mal passada.

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Convalescência de balada

•27/08/2009 • Deixe um comentário

Com o diagnóstico de pneumonia fiquei exata uma semana de repouso absoluto em casa, só no antibiótico e inalação, afinal com essas coisas não se brinca. Por isso, a edição de sétimo aniversário da cerca frango foi adiada, fiquei comovido com a gentileza, faria o mesmo por vcs galera! hehe

mas no sabadão ia ter a abertura do Bourbon Street Fest no Ibirapuera. Balada ao ar livre, no parque, com sonzera de primeira, e o sabadão amanheceu com sol e um céu azul impecável. Eu tinha que ir. Mandei ver o XAROPE EXPECTORANTE e, de bermuda de tactel, camiseta véia e havaianas, mas com uma blusa, uma garrafa de 1,5 l d’água e lenço de papel na mochila, comecei a caminhada de casa até o Ibira, que dá uma meia horinha andando por dentro da pomada Vila Nova Conceição. Teoricamente ainda não podia beber, mas tava clamando por cerveja, e não hesitei em comprar cinco latinhas no mercado no caminho, só pra começar. Imaginava que, como de praxe, ia ser complicado e caro conseguir cerveja lá dentro. Chegando no Ibirapuera, a variada FAUNA HUMANA que sai de suas tocas nos sábados de sol me distraiu na caminhada até o local do show. Ao invés do tradicional gramado da praça da paz ou o novo gramado na frente do auditório, o show seria num CIMENTÃO na frente do museu afro-brasil. Ponto negativo, mas tudo bem. Chego pouco depois das 15h30, horário marcado pra começar a bagunça, mas ainda tinha bem pouca gente e um sonzinho ambiente apenas. Logo trombo o Lulo, um dos grandes entusiastas do Bourbon, e começamos a tomar as brejas já adquiridas. Terminadas estas, começamos a sondar o esquema para comprar mais. Sim, nada de venda de breja oficial, apesar do evento ser patrocinado pela Bohemia. Só por debaixo dos panos, nas mochilas dos maloqueiros de sempre, que tavam pedindo extorsivos 4 conto na latinha. É sempre assim nesses eventos ao ar livre, nego (no caso SerraKassab) acha que a galera não pode se embebedar e pronto, é errado, feio, e tal. Mas a galera QUER tomar sua cervejinha diboa, é o complemento ideal pro momento, e ali era tudo galerinha cult classe média totalmente pacífica. Mas não, assim como nos estádios de futebol, a maioria sussa que só quer tomar sua brejinha na suave tem que pagar pelo eventual imbecil que bebe e fica violento. Dentro dos estádios não tem jeito, mas aqui não tem como controlar, e os pequenos empreendedores lucram com a sede reprimida da galera. Nesses eventos o ideal é fazer uma produça e levar sua própria breja na caixa ou sacola térmica com gelo mesmo, mas desta vez não rolou a LOGÍSTICA necessária.

Quanto a sonzeira, como sempre não conhecia ninguém que ia se apresentar mas tinha certeza que seria bom. A primeira foi a Dixie Square Jazz Band, banda brasileira de jazz à moda antiga, legal, mas não conseguiu empolgar muito o público que ainda estava chegando. O seguinte seria um tal de Glen David Andrews, da ‘famosa família Andrews de New Orleans’. Bem, acho que Andrews em New Orleans é que nem Da Silva no Rio de Janeiro, mas o Glen mandou benzaço. Empolgadão, interagiu com o público e fez até um MOSH. O som misturava o jazz dixie roots com funk, groove, muito bem executado bombando nos metais, conseguiu levantar a galera. Na sequência a cantora e pianista texana Marcia Ball mandou uma blueseira roots, tb excelente. E no final teve Kurt Brunus Prject, mais na pegada funky com mistureba de hip hop, reggae e tal. Bão também.

Agora com essa lei antifumo, outra vertente da cruzada do Serra para nos obrigar a ser chato como ele, que apesar da pegada autoritária e do clima de denuncismo acerta ao deixar ambientes fechados respiráveis, espero que rolem cada vez mais baladas ao ar livre, onde vc pode fumar o que bem entender que não vai incomodar quem tá do lado, e de resto balada ao ar livre é muito mais legal, claro que quando o tempo ajuda, e naquele sábado São Pedro foi responsa com São Paulo. No final, já tava bem breaco, e apesar do cansaço não tava a fim de ir pra casa, afinal era uma bela noite de sábado. Após um puta rolê pra chegar no carro do Lulo e de um pit-stop no Souza para a larica, fomos na casa do Thomaz onde tomamos mais várias, nos divertimos À BEÇA com a performance do Ricardo Lenny Kravitz e suas histórias campineiras e capotei lá no colchã KENKO PATTO ortopédico duro, mas ótimo para a coluna.

Acordamos naquela ressaquinha básica, aplacada com Dipirona e muita água, tomamos aquele café da manhã esperto e Thomaz comunica que seu objetivo no dia era assar uma carninha em homenagem ao tricolor que ia jogar com TV. O ‘Jason’ ressurgido das cinzas vinha de uma série de seis vitórias seguidas e já beliscava a liderança do parmera. APesar de dar uns vacilos, gnahamos, 2 a 1. O churrasquinho rolou low profile, picanhinha show. E lá pelas 22h, fui pra casa. Acordei na segunda meio baqueado, percebi que tinha abusado um pouco e ainda não tava 100% das VIAS RESPIRATÓRIAS. O tempo virou, e na terça fria e chuvosa não encarei a cerca-frango. Já na quarta era aniversário da querida Carol Ambrô, que ia comemorar no Ó do Borogodó. Vislumbrando possibilidades de encontrar e conhecer belas moçoilas, encarei. Mas saiu cara a brincadeira, ao menos pros meus padrões pão-durísticos. Tinha passado na casa da Lau pra conversar sobre a balada e fizemos uma jantinha delícia, mas fiquei enrolando lá até tarde e saí já era quase meia-noite. Apesar da casa dela ser bem perto do destino, busão naquela hora necas, e tive que pegar um táxi que saiu (tb pelos meus padrões), caríssimos 13 reais no curto trajeto. Outro ponto positivo pro Rio, lá táxi é bem mais barato, e as distâncias ali na zona sul pelo menos são curtas, dá pra pegar táxi sem sentir a facada no peito. Além disso lá ‘onde interessa’, na zona sul, centro, lapa, etc, tem busão e lotação a noite toda, 2 real a lotação, muito justo. Aqui em SP ainda tá longe disso, depois nego não quer ver a galera dirigindo bêbada… qual é a opção, me digam?

No Ó o som tava muito bom, achei até justo os 15 reais de couvert, não tava muito cheio e a mulherada realmente tava bem apetecível, mas nem rolou nada, só fiquei lá tomando, apreciando o som e trocando idéia. Fechamos o bar e fomos pro Pouso da Cajaíba fumar aquele pijaminha…

Quinta e sexta, novamente fiquei de molho, acuado pelas INTEMPÉRIES de agosto no céu paulistano. Mas sábado, apesar do frio glacial, ia ter um evento que eu simplesmente não poderia perder. O fanfarrão Ricardo Lenny ia fazer sua despedida com uma FESTA DA ESPUMA autêntica na ECA. Nunca vi algo semelhante. A friaca inclemente deixou a galera entre tímida e estufetata no começo, enquanto a cachoeira de espuma se espalhava pelo CA. Mas com o goró rolando solto e a ajuda de uma fogueira para espantar o frio, todo mundo entrou no oceano de espuma. Que engraçado que foi. na APOTEOSE, a camada de espuma chegava a ficar mais alta que eu. caminhar no meio da espuma faz vc se sentir em meio às nuvens. altamente recomendádo pruma viagem psicodélica num dia de calor. porque não tem jeito, vc sai encharcado de lá. saí e me posicionei do lado da fogueira, e o vapor saía da minha calça ensopada. Uma festa memorável, sem dúvida. temos que repetir.

Adega Pérola

•23/08/2009 • 1 Comentário

No post do Rio esqueci de um bar bem responsa onde fui com a Nancy na sexta-feira. É a famosa Adega Pérola, na Siqueira Campos, Copacabana, bem perto da casa da Nancy. Outra casa portuguesa com certeza, além do bom chopp, apesar de seguir a mania carioca de economizar no colarinho, serve vinho na caneca, que no dia frio para padrões cariocas era consumido em muitas mesas. Mas fiquei só no choppinho mesmo. O grande lance da Adega, porém, é o sortimento de petiscos excelentes expostos no balcão e servidos por peso, com destaque para os frutos do mar. Mas como no momento tava precisando de um CARBOIDRATO, pedi 100g de batatinha à lagareira, deliciosa. Nadando no azeite, com alho, pimenta e outros temperinhos shhow, delícia.

Como tanto em quanto a Nancy távamos quebrados, não ficamos lá por muito tempo. Voltamos pro sempre aconchegante apê dela, trocamos uma idéia com o gente finíssima nipônico Nelsão, que mora com ela, e depois fiquei jogando Nintendo Wii com o filho de uns 5 anos da Ana, outra moradora da casa. Claro que o moleque me deu um pau. Mas esse Wii vicia, viu…

Em breve, relatos das baladinhas que comecei a voltar a ir após a convalescência da pneumonia. Destaque para o Bourbon Street Fest no Ibirapuera, quarta feira no Ó do Borogodó no aniversário da Carol Ambrô e a inesquecível FESTA DA ESPUMA do Ricardo ‘Lenny Kravitz’ no CA da ECA. Aguardem!

Rio de Janeiro Lado B

•13/08/2009 • 2 Comentários

Fazia quase dois anos que eu não punha os pés em São Sebastião do Rio de Janeiro, essa aprazível ALDEIA às margens da Guanabara. Estava sentindo falta daquela divertidíssima cidade. A oportunidade surgiu quando a CARIOCÓFILA Cissa mandou email perguntando quem tava a fim de ir trampar no Rio, como parte da máfia dos aeroportos montada por Guimbão e Erick na Fipe. Eu queria, é claro!

O Rio faz parte do seleto grupo das cidades-mito. No mundo, só Nova York, Paris, Londres, Roma, e talvez Tóquio e Berlin, talvez Los Angeles ou San Francisco, são cidades-mito, que mesmo que você nunca tenha visitado, conhece pelos filmes, pela literatura, pela música, pelas lendas. São Paulo, apesar de sua importância, não chega ao nível de cidade-mito. Bem, nunca estive em nenhuma das citadas, mas o Rio é aqui do lado, e assim sendo merece pelo menos uma visita anual. Já sei que para passear e tirar um lazer o Rio é realmente maravilhoso, mas e pra viver e trabalhar? Agora que to formado e não tenho mais agarras que me prendam em SP, to pensando seriamente em procurar trampo em outras paragens, de preferência uma cidade praiana, que acho que fará bem à combalida saúde do meu sistema respiratório. Por esse motivo também aceitei o trampo na Fipe, para fazer um test-drive de como é morar e ralar na Guanabara.

Por uma dessas coincidências da sicronicidade da vida o grande flamenguista Azriano vinha pra SP trampar meio que na mesma época, o que gerou desencontros mas tb uma cerca frango com sua participação no Pouso da Cajaíba, onde ele ficou hospedado, mas ele chegou na terça de manhã e nesta noite eu já tinha que pegar o Cometão rumo ao Rio. Com algumas cervejas na mente  fui pra rodoviária e a viagem passou bem rápido. Em São Paulo já fazia mais de uma semana de frio, chuva e tempo horrível, mas já chegando na BAIXADA FLUMINENSE fui brindado com um belo nascer do sol. Cheguei fácil na casa do Marcel, muitíssimo bem localizada entre o Botafogo e a Urca. O apezinho é muito bem resolvido, pequeno mas aconchegante e com todos os confortos modernos (destaque para o computador ligado na tv de lcd de 42 polegadas, o que resolve tudo que vc precisa).

Só deixei as coisas lá, tomei um banho e fui pra reunião de treinamento num prédio da histórica RUA DO OUVIDOR, no centrão velho. Mandei rapidamente uma coxinha com REFRESCO numa CONFEITARIA da av. Rio Branco antes, delícia. A reunião teoricamente acabava as 13h, mas sabem como é.. tínhamos que nos credenciar lá no aeroporto e como obviamente a INFRAERO tava sem sistema, só fui liberado lá pelas cinco. Pegamos o infame FRESCÃO, busão com ar-condicionado que ia pra zona sul, e resolvi saltar só em Ipanema para aproveitar o sempre maravilhoso pôr do sol. Curti a sensação de sair de um dia de trampo e poder fazer aquele relax numa paisagem como aquela. Ponto pro Rio trabalhador. Ao anoitecer parei no primeiro boteco com aparência AUTÊNTICA, na rua Maria Quitéria próximo ao largo General Osório.

Boteco, ou botequim, no Rio, é um negócio sério. Os caras botam um talento na avacalhação ali. Em SP infelizmente todos os botecos tão virando lanchonete com aparência de fast food, azulejo azul e branco, padronizadas e geralmente com rango bem meia-b0ca. No Rio a tradição do pé-sujo é respeitada e venerada, e em média se come melhor do que em SP, por incrível que possa parecer. E o serviço é mais AMADOR, o que não quer dizer que seja pior, muitas vezes é muito melhor, mas no ritmo praiano tropical, claro, sem a pressa paulistana.

Pois esse botequim, o BAR E LANCHES SABUGOSA é quase um paradigma ideal do bom pé-sujo carioca. O dono é portuga, mas como estamos em Ipanema é um portuga dos seus quarenta e pouco bem DESCOLADO. Cheguei e sentei no balcão para apreciar os quitutes da BAIXA GASTRONOMIA expostos na estufa.

Alguns eram tenebrosos, como as SALSICHAS EMPANADAS, e além do crássico ovo cozido, do tremoço não muito convidativo e dum pedaço de carne assada, o que se sobressaía eram filés enormes de peixe empanado. o cara do lado degustava com entusiasmo um destes, e o portuga disse que era SARDINHA, sem dúvida as maiores sardinhas que já vi. Disse ele que estas eram pescadas em águas profundas, longe da costa, então eram saradas. Três reais cada, pedi uma, claro. A MELHOR SARDINHA QUE JÁ COMI NA VIDA, perfeita, saborosa, com um limãozinho em cima, então… Lembrei do que o Tristão fala sobre as TASCAS portuguesas, onde sempre rola filé de bacalhau empanado, essa sardinha era descendente direta do bacalhau da terrinha. E a frequência do Sabugosa era uma atração à parte. com o jogo do bicho rolando solto ali na calçada, só colava figura. Tinha o negão que tinha uma barraca de praia ali no COQUEIRÃO perto do posto nove e falava da frequencia de subcelebridades e maconheiros do pedaço com toda a malemolência que se espera de um dono de barraca de praia no posto 9. Aí colou um gordinho cabeludo e barbado que era advogado, o mais perto do advogado SAMOANO do medo e delírio que se pode conceber, que encostou no balcão e ficou contando piadas de judeu, de preto, de carioca… Rachei el bico. E, consumidas a sardinha e três brahmas, fui pra casa do marcel, errei o caminho, andei pra caralho, mas consegui achar. No dia seguinte começaria o batente. Sempre penso que indo morar no Rio ou cidade equivalente (ou seja, com praia), vou levar uma vida mais saudável, fazer mais esporte, acordar cedo e tal, mas sempre que vou pro Rio só fico enchendo a lata e me aventurando pela baixa gastronomia dos botecos, e desta vez não seria diferente.

O trampo em si era um tanto cansativo, mas no mínimo interessante. Sempre curti aeroportos, aviões e coisetal, então estava no meu hábitat. O grande problema era chegar e ir embora do Galeão, no tal FRESCÃO. Primeiro pela incostância do horário dos ônibus, pela distância, demora e pelo maledeto ar condicionado no talo onipresente. o deslocamento até o aeroporto era tão ou mais cansativo que o trampo em si. Na hora de fazer as pesquisas, o que mais cansava era andar pra cima e pra baixo e falar trinta vezes por dia a mesma sequência de perguntas, no final já tava dando nó na língua. Mas de resto, trombei várias figuras no aeroporto. De celebridade, só vi o Ney Latorraca, além das delegações do Paraná Clube e do Santa Cruz. Uma parte considerável dos entrevistados trabalhavam em algum grau com a exploração de petróleo na bacia de Campos, muitos trabalhadores das plataformas, que trampam 14 dias na plataforma e ficam 21 em casa, e desses boa parte eram do nordeste. Interessante condição demográfica. Peguei ainda galera que tava trampando em Angola, vários estrangeiros, até um indiano, que tava trampando na bacia de campos, vários patrões e alguns mais humildes que tão podendo viajar de avião agora com as passagens baratas, como um cearense que trampa de garçom no Rio, veio em 92 de busão e só agora pôde ir visitar os parentes no Ceará, by Gol. Enfim, se a Fipe pedisse uma análise qualitativo-impressionista da tendência atual dos viajantes de avião eu conseguiria fazer uma bem decente, mas não era o caso…

A maior parte dos dias trabalhei das 16h as 22h, e claro que dadas as circustâncias eu acabei indo quse todo dia tomar umas na happy hour depois do trampo e nunca conseguia acordar cedo pra pegar uma prainha. Só no domingão consegui dar um mergulho ali no Leme antes do trampo. Entre os botecos visitados lembro do Salvação, um boteco arrumadinho do lado e dos mesmos donos da boa e velha casa da Matriz, em Botafogo. Legalzinho, mas um tanto caro para padrões de boteco carioca. Na segunda-feira o trampo foi mais cedo, e as 18h já tava liberado. Esqueci minha sacola com crachá e outros instrumentos de trabalho no táxi indo pra casa da Cissa, o que me deixou um tanto cabreiro. Fomos andando descendo a rua do Catete e trombamos a Dani, ecana gente finíssima que acabou de passar no concurso da Petrobras e tinha recém se mudado pro Rio. Trombamos ainda inexplicávelmente outro brother ecano na rua, e para celebrar a coincidência escolhemos o boteco mais fuleiro do Largo do Machado, sob os protestos da Cissa, e rolou uma botecagem memorável. O cara tava sem mesa então posicionou uma inenarrável FRUTEIRA com tampo de fórmica para servir de apoio aos copos. Lá pelas tantas começa uma ventania e logo depois começa a chover GRANIZO. a beberagem ganha proporções épicas. Chego em casa não sei como e não consigo levantar pra trampar no dia seguinte, perdendo algumas boas dezenas de reais com isso. Fazer o que…

No último dia de trampo fomos no tradicionalíssimo Arco Iris da Lapa, bem perto dos Arcos, na boa e velha Lapa. Como era quarta-feira tava meio vazio, sussa. Um papel na parede anunciava uma porção de linguiça no MEL que tivemos que pedir. Gostosa, mas enjoativa, e enorme, não conseguimos chegar ao final.

Na quinta, dia livre, fui dar uma banda em Ipanema, assisti o pôr-do-sol no Arpoador, voltei andando pelo calçadão de Copacabana com seu festival de variedade humana sempre divertido, cheguei quebrado na casa do Marcel e agilizei uma ARRAIA ensopada, que ficou uma delícia. Nunca tinha comido arraia, é tipo um cação, como imaginei. Nessa noite já sentia os primeiros sintomas do que pensei que seria uma fatal GRUPE PORCINA contraída no aeroporto. Sexta cedinho, alquebrado, peguei o busão pra São Paulo, também com ar condicionado no talo. Cheguei mais podre ainda, e ainda tinha a missão de por som na Vamoaê Overdose, a qual cumpri com GALHARDIA apesar de estar em estado quase terminal. No sábado mal consegui sair da cama. Fui no médico e o diagnóstico deu um princípio de Pneumonia.

Resumo da ópera, o Rio seria quase perfeito sem os malditos ar condicionados. Infraestrutura urbana ali na zona sul/central pelo menos, é bem melhor que a de SP. Não vi nenhuma cena de violência e azeites semelhantes, não fui extorquido pela polícia (nem dei motivo para tal, afinal sou trabalhador de bem), e todos os cariocas que cruzaram meu caminho me trataram com a CORDIALIDADE TROPICAL adequada. Moraria lá fácil, mas como das outras vezes em que lá estive, senti que o Rio BATE FORTE no organismo do caboclo. Acho que os cariocas devem estar acostumados com o ar condicionado, de resto mandam muito bem nas sabuguices tropicais como as sensacionais casas de suco, com açaí geladinho e baratinho, a água de coco obrigatória, o estilo de vida mais atlético e a praia, ah, a praia. A brisa do mar cura tudo, não há poluição que resista, e olha que teoricamente lá seria quase tão poluído como SP. O fedor de mangue podre da linha vermelha a caminho do Galeão ganha do cheiro do Tietê/Pinheiros, mas é só ali. E as garotas de Ipanema, ah essas sempre continuarão coisas lindas e cheias de graça…

Busão chronicles

•28/07/2009 • 2 Comentários

olá, vcs aí… primeiramente desculpa pela falta de posts nos ultimos tempos, mudança de casa, uma semana sem net em casa, etc, etc…

mas voltemos! quinta-feira, por exemplo, foi um dia que merece ser relatado aqui. pretendia ir no centrão comprar uns vinis pra começar uma nova coleção, agora que tenho uma vitrola operante em casa.  O prognóstico de chuva para a tarde não era animador, mas decidi ignorar. No msn, a ligia fala que tá entediada em casa e a convido como companhia. Isso significaria uma mudança no itinerário busístico para passar antes na nova casa dela, ali em Perdizes, perto da PUC. Ao invés de pegar qualquer busão na Santo Amaro até o Terminal Bandeira, teria que pegar o LAPA R (856R) até a Teodoro, e BALDEAR para algum que subisse a Cardoso de Almeida. Tinha que passar no banco, e ao descer a Teodoro lembro que tinha feira ali na Lacerda Franco, não resisti a pegar um pastel e ainda levei uma duzia de mexirica PONCÃ que tavam deliciosas por R$ 2 merrel. Esse rolê atrasou em cerca de uma hora minha chegada na casa da ligia, que já tava preocupada, me ligou falando ‘po, pensei que vc tinha sido sequestrado!’ heheh..

Após conhecer o apê da Ligia partimos, com a idéia de pegar o clássico trólebus Machado de Assis – Cardoso de Almeida (408A), uma linha que dizem ser remanescente do tempo dos bondes e que poderia ser uma linha turística, pois passa pelos trechos mais representativos do centro de SP. O itinerário vai das ruas arborizadas de Perdizes, passa na frente do Pacaembu, pela bucólica praça Buenos Aires e a chiquê Villaboim, pelos belos prédios de Higienópolis, pela boca do lixo da Major Sertório, praça da república, avenida São Luís, viadutos Nove de Julho, Jacareí e Maria Paula, praça João Mendes, Liberdade e chega na Aclimação. Na volta passa ainda pela praça da Sé,  Pátio do Colégio, Largo São Bento, rua Líbero Badaró, Viaduto do Chá, Teatro Municipal, Largo do Paissandu, São João e Ipiranga. Ou seja, se São Paulo fosse uma cidade inteligente, esse trólebus seria uma atração turística. Mas como estamos na terra de Kassab, o véio trólebus tá dando dó. Ficamos tanto tempo esperando no ponto final que conseguimos tomar uma breja de garrafa no boteco crássico que tem na esquina da Cardoso com a João Arruda.Fácil mais de meia hora pro bumba chegar, quase pensei que tinham finalmente desativado a linha. O motorista falou que tinha quebrado um carro e só tinha um (!) fazendo a linha. Rapidamente o buso encheu, e percebemos a grande qualidade do trólebus, o silêncio do motor, comparado com os busão a diesel, era só aquele vrrrrrrrrr elétrico suave. Mas logo tb percebemos a grande desvantagem, quando o cabo soltou e o cobrador teve que sair pra por no lugar.

Nas capitais européias rola bonde e trólebus até hj, mas são modernos, acho altamente civilizado em comparação com os busões convencionais, mas São Paulo, sempre na vanguarda do atraso, sucateou geral os trólebus e nem pensou em continuar com os bondes, fazer o que…  De qualquer forma, descemos ali na praça João Mendes com a idéia fixa de descolar um ranguinho oriental na Liberdade, apesar dos relógios já marcarem quase 3 horas e cientes de que os japas almoçam cedo e a essa hora a maioria dos restaurantes estarem fechados. mas conseguimos um ranguinho honestíssimo na ‘ocidentalizada’ Bentô House, na praça da Liberdade. Passamos ainda na mercearia ninja ali do lado do McDonalds, onde comprei macarrão e shoyu chineses, shineji a modicos 3,50 e moyashi pra agilizar um yakissoba em casa no FDS, além de uma porção de 12 guiozas pra fazer em casa por 4,50, negócio da china!

A essa altura já chovia CÂNTAROS, mas resolvemos encarar, desprovidos de guarda-chuva, a caminhadinha rápida até o sebo do messias, onde o sério colecionador Ricardo ‘Lenny Kravitz’ disse que tinham umas bolachas boas a bom preço. De fato, com 16 reais adquiri 6 discos bacanas, a saber: Atlantic Jazz – Avant Garde, por R$ 4; Louis Armstrong, coleção Gigantes do Jazz da Abril, por R$ 3; Equinox, de Sérgio Mendes e Brasil 66, meio detonado mas tocando, por R$ 2; Rita Lee – Tratos a Bola, por R$ 4; Secos e Molhados, o clássico, por R$ 5, e World Clique, do Deee Lite, por R$ 4. O cara ainda deu um desconto em cima, acho que gostou das minhas escolhas…

Missão principal cumprida, passei a missão secundária, tentar fazer funcionar o celular novo-véio que ganhei do Lulo. Trata-se de um Nokia trazido da Finlandia, pra substituir o Sansung véio de guerra que já não aguenta mais. Porém, o Samsung é um CDMA da Vivo, sem chip, e pretendia manter o número, mas os caras dificultam. primeiro o cara da Vivo falou que esse modelo do Nokia não funciona na Vivo! bem, nesses tempos de portabilidade, a Vivo perdeu um cliente, fui na Oi, o cara falou que rolava migrar o número mas tentou me empurrar um plano pós, que até valia a pena, mas por eu ter RESTRIÇÕES DE CRÉDITO (sic) não rolava fazer, então falei pr ame dar um chip pré-pago e pronto, mas o cara falou que tava em falta lá. Que beleza. Pelo menos serviu pra eu ver o Shopping Light por dentro pela primeira vez.

A essa hora o cansaço batia e a chuva não dava trégua, hora de voltar pra casa, mas o horário era 18h e o caos imperava nos pontos de ônibus da praça ramos. Achamos por bem não esperar o trolébus e pegamos o primeiro APIACÁS (outra linha clássica) que passou, mas tal linha não passava perto da casa da lígia, descemos  na doutor arnaldo com a cardoso e descemos a pé sob chuva. Adquirimos uma brejas geladaças de garrafa no AÇOUGUE (descoberta muito util pra Ligia) e ficamos lá no apê nos secando, vendo uns simpsons velhos e traçamos a porção de Gioza.

23h, horário limite pra pegar o busão pra casa sem passar perrengue. Na Cardoso peguei um Ana Rosa até a Paulista com a Brigadeiro. Lá, o ideal seria um que descesse a Santo Amaro, mas antes passou o Santo Amaro 5121, que faz o caminho por dentro do Itaim e Vila Olimpia. Busão vazio como sempre, sentei no banco mais próximo da cobradora, pq tinha mais espaço para minhas pernas. Comecei a olhar os vinis e a cobradora logo puxou assunto: “São antigos esses discos né? Posso ver?” Mostrei o Secos e Molhados, ela falou “esse é bom, é do meu tempo”. Perguntou se eu gostava de Roberto Carlos, falei que meu pai tinha vários discos dele mas que não sabia que fim tinham levado. Ela disse que era de São Luís do Maaranhão. Falou que no Nordeste que é bom, São Paulo não dá mais pra morar. “Aqui tem esses negócios de parada gay, essas pouca vergonha, lá não tem dessas coisas não”. Lá no Maranhão a gente compra uns camarão gigantes, daqueles carnudo mesmo, baratinho. Lá tem muita fartura, esse negócio de que o povo passa fome é besteira. Falei que tinha vontade de morar no Nordeste. Sem dúvida o ponto alto do dia. A conversa poderia ir longe, mas meu ponto chegou e tive qu descer. Da janela do ônibus ela me acenava. Perguntei o nome mas agora esqueci…

dos seis onibus tomados,o último foi o mais marcantes. Cheguei em casa cansado mas satisfeito com meu dia de intensivão paulistano by bus

É o fim de uma Era

•06/07/2009 • 1 Comentário

É isso aí, formei-me na gloriosa Escola de Comunicações e Artes nesta sexta-feira. Após uma noite insone e um dia tenso e frio, a apresentação rolou sem maiores problemas, apesar do atraso do Tognolli e do Alex Antunes, mas ambos mandaram bem nas considerações, curti bastante as palvras, as boas críticas e o incentivo para ‘pirar mais’ do Alex. E, bem, tirei DEZ! Fiquei ainda mais feliz com a MACIÇA presença de público no auditório e com a baladinha sussa que se seguiu, breja e petiscos no CJE, mais breja no CA até as 5 da manhã, cachaça CLAUDIONOR, o sensacional ROYAL SALUTE do Dudu, pebolim comendo solto, som bombando, diversão, alegria e muita emoção. Valeu pelos meus pais entrarem pela primeira vez no solo sagrado do CA, e eles ficaram muito felizes, apesar do Alex ter me comparado a um ‘Rubem Braga drogado’, hahahahah

Acordei no Pouso no dia seguinte com a regulamentar ressaca, não tão severa quanto eu tinha imaginado. mandei DOIS PASTEL e um caldo de cana grande na feira, tomei um banhão, tomei muita água e rumei para a continuação da balada, churrasquinho junino na casa do Thomaz. Ao tomar a primeira gelada a ressaca se foi, e fiquei lá rachando o bico conforme o HORROR se desenrolava na festa, esses amigos da VILA MARIJUANA do Thomaz são foda, heheh…

após a reclamação do vizinho o som MECÂNICO a base de Michael Jackson foi cortado e Dudu assumiu a viola, e o Fê deu uma brincada boa no trompete do Thomaz. Aí o outro vizinho, um tiozinho frito de tudo, apareceu para ouvir, pedir musica e cantar desafinadamente, foi bem engraçado

na manhã ensolarada de domingo o clima era de ressaca palhacitos, tudo parecia mais engraçado que o normal. mas minhas reservas estratégicas de energia já estavam próximas a zero, e nem consegui colar na casa da Tati que comemorava seu aniversário. Fui pra casa, comecei a ler o presente do Caco, o sensacional Paralelo 42 de John dos PAssos, e dormi o sono dos justos.

agora, segundona, primeiro dia da vida nova, tenho que terminar logo o frila atrasado mas tá difícil me concentrar… Agora vou lá, juro

É Hoje!

•03/07/2009 • Deixe um comentário

Senhoras e Senhores, é hoje a apresentação do meu Trabalho de Conclusão de Curso na ECA, “Balada Infinita”, sobre as profundezas da noite em São Paulo, do qual este blog é parte integrante. E como o trabalho é sobre balada, haverá balada na sequência!

O que? Apresentação do TCC do Paulada, seguida de coquetel, seguida de balada mundrunga

Quando? Hoje, sexta-feira, 3 de julho de 2009, às 19h30. Coquetel a partir das 21h

Onde: Auditório Freitas Nobre do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP – Av. Prof. Lucio Martins Rodrigues, 443 – Bloco A – Cidade Universitária, SP

por que? Porque é um evento histórico! E terá duas caixas de Original gelada, petisquinhos-show, som bom, cachaça, pessoas queridas e alegria

VamoaÊ!!!