Pau Brasil

Nos últimos anos o samba voltou a ser um gênero musical apreciado pela galerinha jovem/universitária/meio intelectual/meio de esquerda em Sampa. Depois da hecatombe provocada pelo pagode mela cueca no gênero, o samba de raiz ganhou devagar e sempre um merecido espaço no panorama musical da noite paulistana. O principal representante do “buteco de samba” é o Ó do Borogodó, lugar simples que começou despretensioso mas com uma excelente programação de samba e choro ao vivo ficou famoso, atraindo hordas de gente de toda a cidade para uma ruazinha da Vila Madalena, ao lado do cemitério. O Ó ficou famoso por ser “o lugar mais fácil de se pegar mulher bonita e interessante” sem aparentar ser rico, aliás, o estilo pé sujo é apreciado pelas gatas que abundam no lugar. Com o sucesso os preços subiram, o que garante que o pequeno espaço não fique mais abarrotado de gente, mas afasta mãos de vaca como este que vos tecla.

Bem, todo esse preâmbulo é para falar de um novo “buteco de samba” da Vila, o Pau Brasil. Localizado na Inácio Pereira da Rocha, perto do posto BR, o lugar é apertado, com decoração rústica e cobra honestíssimos 5 reais de couvert. Toda noite tem uma roda de samba das boas, com músicos tarimbados. Fui lá numa certa quinta-feira no início de janeiro por sugestão do sempre bem informado Vina. Chegamos cedo, não tinha quase ninguém no bar. Começamos a beber sossegadamente nossas brejas geladas. Pouco a pouco o lugar começa a encher. A uma certa altura, impressiona a quantidade de belas moças que adentram a porta. A roda já está mandando ver, já estou meio bêbado, e o buteco despretensioso se transforma num verdadeiro carnaval. Tem gente saindo pelo ladrão. A proporção homem/mulher é relativamente equilibrada, afinal a notícia de que o lugar é florido se espalha rápido. Já embriagado, converso com um monte de gente, mas a essa altura não lembro muito bem dos acontecimentos, só de que a uma certa hora começo a sentir a característica claustrofobia dos bêbados em lugares apertados e abafados, e acho melhor pagar e ir pra fora respirar. Uma galera totalmente aleatória está na calçada fazendo a festa. Parece que a coisa está mais animada fora do que dentro do bar. O sem noção do Zilio chega, abre o carro e põe o som no talo. Uzbequistões rolam sem cerimônia na rua Inácio Pereira da Rocha. Já são mais de 5 da manhã quando convenço o Zilio a ir embora. A gente para no Estadão para um salvados sanduba de pernil e suco de laranja. Chego em casa e já é de manhã, completamente chapado e fedendo a cigarro. Sem dúvida uma boa noite de quinta. Mas pegar mulher que é bom, necas. No entanto, não desistirei. Keep walking.

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~ por pnoviello em 27/01/2009.

2 Respostas to “Pau Brasil”

  1. boas historias hein! esse lugar da bela vista promete. é sempre assim, começa no SPladoB e acaba no guia da folha.

    suerte!

  2. O bar PauBrasil é um bar de pobre p/ pobre, independente de ou classe social. vamos la pra ver aquela roda de samba mais democratica do brasil. La não tem um time formado,é so não comprometer o andamaento, que é labo B mesmo e sem modernidade, tem um alcora de voz e um violão que conduz a roda daquela noite e quando não tem ninguem a Dona Nilce manda muito bem e o seu claudio com seu violã assume a roda. Coma ja foi dito o justimo preço não deixa duvida.
    Um bar de pobre p/ pobre.
    Ass. Galera do samba bom

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