Da arte de fazer balada sem grana

Eu devia ter escutado quem me falou que esse negócio de jornalismo não dá dinheiro… E agora que to me formando, ainda, acabou a exigência de diploma e o jornalismo como conhecemos está em vias de desaparecer ou ser profundamente transformado pela Internet.

Isto posto, cada vez mais me convenço que meu futuro profissional reside na minha ‘segunda vocação’, DJ e baladeiro profissional, heheh…

Quando tava lá no segundo ano da facul e estagiando na USP, já tinha pensado nisso, mas minha primeira tentativa de virar profissional da noite fracassou miseravelmente e me prolongou a pobreza até hoje. Mas não quer dizer que eu desisti, ah, não… Agora surgem novas oportunidades: com o sucesso da Festa do Vamoaê o maloquero dono do Eclipse propôs fazermos mais festas lá, provavelmente em julho faremos a primeira da série. E o grande Miguelito, ator, maloquero, corintiano, basquetebolista e gente finíssima, fez a proposta para eu assumir o bar do espaço do grupo de teatro deles, parece promissor…

Mas enquanto isso continuo na vala, trampando em frilas mal-remunerados, pagando com eles as dividas do mes anterior, sempre sem grana pra nada. Mas dando meus pulos pela balada paulistana mesmo assim.

ontem, por exemplo, provavelmente ficaria em casa, mas o convite do grande comparsa Brunoise para comparecer na Sexta Esquenta, no bar Drops, lugar bem interessante que ainda não conhecia, lá no coração do Bixiga, não poderia ser recusado. Brunoise ia por um som com a Renata Chebel, aka SP00, estritamente indie rock dos anos 90, minha escola musical. De fato, impossível recusar. Ele fez a gentileza de me pôr na lista vip pra não pagar os 10 reais de entrada e compartilhar comigo as cervejas Devassa recebidas como CACHÊ. E, rapaz, esse pobretão escriba se viu num lugar muy DESCOLADO, com seres provavelmente saídos da São Paulo Fashin Week, LOIRAS deliciosas flanando para cima e para baixo e diversão ininterrupta, que só não aproveitei melhor pois tava ENTORPECIDO de sono, tendo acordado às 7h30 da madrugada após ter ido dormir as 3h30 do dia anterior, com a cabeça quente pela eliminação do São Paulo, que acompanhei no Morumbi. Ainda assim, fiquei lá DROPANDO até quase quatro da manhã, e voltei pra casa no famoso NEGREIRÃO, o busão Terminal Capelinha da madrugada que percorre o corredor da 9 de julho/santo amaro. Com meu SUÉTER de lã da Lacoste chique que roubei do meu pai, nem me senti tão mais mal vestido que os FASHIONISTAS que povoavam o bar.

Moral da história: não precisa ter dinheiro, é só fingir que tem. E ter algum esquema. Coisa fácil

E hoje, já tava conformado a ficar em casa. Mas, claro, o incansável ZÍLIO ligou, e falou que banca a minha balada de hoje.

Valeu Brasil! como diria Hunter Thompson, “nenhum escritor sobrevive sem os amigos para lhe emprestar algum dinheiro”

mas isso há de mudar. Quando eu estiver bem de vida, todos vocês que me ajudaram na POBREZA serão devidamente recompensados

Anúncios

~ por pnoviello em 20/06/2009.

2 Respostas to “Da arte de fazer balada sem grana”

  1. HAHAHAHA
    Sensacional, que bom que curtiu.
    A balada é infinita.

  2. hahahaha

    rindo aqui.. espúrios

    gostei muito…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: