Busão chronicles

olá, vcs aí… primeiramente desculpa pela falta de posts nos ultimos tempos, mudança de casa, uma semana sem net em casa, etc, etc…

mas voltemos! quinta-feira, por exemplo, foi um dia que merece ser relatado aqui. pretendia ir no centrão comprar uns vinis pra começar uma nova coleção, agora que tenho uma vitrola operante em casa.  O prognóstico de chuva para a tarde não era animador, mas decidi ignorar. No msn, a ligia fala que tá entediada em casa e a convido como companhia. Isso significaria uma mudança no itinerário busístico para passar antes na nova casa dela, ali em Perdizes, perto da PUC. Ao invés de pegar qualquer busão na Santo Amaro até o Terminal Bandeira, teria que pegar o LAPA R (856R) até a Teodoro, e BALDEAR para algum que subisse a Cardoso de Almeida. Tinha que passar no banco, e ao descer a Teodoro lembro que tinha feira ali na Lacerda Franco, não resisti a pegar um pastel e ainda levei uma duzia de mexirica PONCÃ que tavam deliciosas por R$ 2 merrel. Esse rolê atrasou em cerca de uma hora minha chegada na casa da ligia, que já tava preocupada, me ligou falando ‘po, pensei que vc tinha sido sequestrado!’ heheh..

Após conhecer o apê da Ligia partimos, com a idéia de pegar o clássico trólebus Machado de Assis – Cardoso de Almeida (408A), uma linha que dizem ser remanescente do tempo dos bondes e que poderia ser uma linha turística, pois passa pelos trechos mais representativos do centro de SP. O itinerário vai das ruas arborizadas de Perdizes, passa na frente do Pacaembu, pela bucólica praça Buenos Aires e a chiquê Villaboim, pelos belos prédios de Higienópolis, pela boca do lixo da Major Sertório, praça da república, avenida São Luís, viadutos Nove de Julho, Jacareí e Maria Paula, praça João Mendes, Liberdade e chega na Aclimação. Na volta passa ainda pela praça da Sé,  Pátio do Colégio, Largo São Bento, rua Líbero Badaró, Viaduto do Chá, Teatro Municipal, Largo do Paissandu, São João e Ipiranga. Ou seja, se São Paulo fosse uma cidade inteligente, esse trólebus seria uma atração turística. Mas como estamos na terra de Kassab, o véio trólebus tá dando dó. Ficamos tanto tempo esperando no ponto final que conseguimos tomar uma breja de garrafa no boteco crássico que tem na esquina da Cardoso com a João Arruda.Fácil mais de meia hora pro bumba chegar, quase pensei que tinham finalmente desativado a linha. O motorista falou que tinha quebrado um carro e só tinha um (!) fazendo a linha. Rapidamente o buso encheu, e percebemos a grande qualidade do trólebus, o silêncio do motor, comparado com os busão a diesel, era só aquele vrrrrrrrrr elétrico suave. Mas logo tb percebemos a grande desvantagem, quando o cabo soltou e o cobrador teve que sair pra por no lugar.

Nas capitais européias rola bonde e trólebus até hj, mas são modernos, acho altamente civilizado em comparação com os busões convencionais, mas São Paulo, sempre na vanguarda do atraso, sucateou geral os trólebus e nem pensou em continuar com os bondes, fazer o que…  De qualquer forma, descemos ali na praça João Mendes com a idéia fixa de descolar um ranguinho oriental na Liberdade, apesar dos relógios já marcarem quase 3 horas e cientes de que os japas almoçam cedo e a essa hora a maioria dos restaurantes estarem fechados. mas conseguimos um ranguinho honestíssimo na ‘ocidentalizada’ Bentô House, na praça da Liberdade. Passamos ainda na mercearia ninja ali do lado do McDonalds, onde comprei macarrão e shoyu chineses, shineji a modicos 3,50 e moyashi pra agilizar um yakissoba em casa no FDS, além de uma porção de 12 guiozas pra fazer em casa por 4,50, negócio da china!

A essa altura já chovia CÂNTAROS, mas resolvemos encarar, desprovidos de guarda-chuva, a caminhadinha rápida até o sebo do messias, onde o sério colecionador Ricardo ‘Lenny Kravitz’ disse que tinham umas bolachas boas a bom preço. De fato, com 16 reais adquiri 6 discos bacanas, a saber: Atlantic Jazz – Avant Garde, por R$ 4; Louis Armstrong, coleção Gigantes do Jazz da Abril, por R$ 3; Equinox, de Sérgio Mendes e Brasil 66, meio detonado mas tocando, por R$ 2; Rita Lee – Tratos a Bola, por R$ 4; Secos e Molhados, o clássico, por R$ 5, e World Clique, do Deee Lite, por R$ 4. O cara ainda deu um desconto em cima, acho que gostou das minhas escolhas…

Missão principal cumprida, passei a missão secundária, tentar fazer funcionar o celular novo-véio que ganhei do Lulo. Trata-se de um Nokia trazido da Finlandia, pra substituir o Sansung véio de guerra que já não aguenta mais. Porém, o Samsung é um CDMA da Vivo, sem chip, e pretendia manter o número, mas os caras dificultam. primeiro o cara da Vivo falou que esse modelo do Nokia não funciona na Vivo! bem, nesses tempos de portabilidade, a Vivo perdeu um cliente, fui na Oi, o cara falou que rolava migrar o número mas tentou me empurrar um plano pós, que até valia a pena, mas por eu ter RESTRIÇÕES DE CRÉDITO (sic) não rolava fazer, então falei pr ame dar um chip pré-pago e pronto, mas o cara falou que tava em falta lá. Que beleza. Pelo menos serviu pra eu ver o Shopping Light por dentro pela primeira vez.

A essa hora o cansaço batia e a chuva não dava trégua, hora de voltar pra casa, mas o horário era 18h e o caos imperava nos pontos de ônibus da praça ramos. Achamos por bem não esperar o trolébus e pegamos o primeiro APIACÁS (outra linha clássica) que passou, mas tal linha não passava perto da casa da lígia, descemos  na doutor arnaldo com a cardoso e descemos a pé sob chuva. Adquirimos uma brejas geladaças de garrafa no AÇOUGUE (descoberta muito util pra Ligia) e ficamos lá no apê nos secando, vendo uns simpsons velhos e traçamos a porção de Gioza.

23h, horário limite pra pegar o busão pra casa sem passar perrengue. Na Cardoso peguei um Ana Rosa até a Paulista com a Brigadeiro. Lá, o ideal seria um que descesse a Santo Amaro, mas antes passou o Santo Amaro 5121, que faz o caminho por dentro do Itaim e Vila Olimpia. Busão vazio como sempre, sentei no banco mais próximo da cobradora, pq tinha mais espaço para minhas pernas. Comecei a olhar os vinis e a cobradora logo puxou assunto: “São antigos esses discos né? Posso ver?” Mostrei o Secos e Molhados, ela falou “esse é bom, é do meu tempo”. Perguntou se eu gostava de Roberto Carlos, falei que meu pai tinha vários discos dele mas que não sabia que fim tinham levado. Ela disse que era de São Luís do Maaranhão. Falou que no Nordeste que é bom, São Paulo não dá mais pra morar. “Aqui tem esses negócios de parada gay, essas pouca vergonha, lá não tem dessas coisas não”. Lá no Maranhão a gente compra uns camarão gigantes, daqueles carnudo mesmo, baratinho. Lá tem muita fartura, esse negócio de que o povo passa fome é besteira. Falei que tinha vontade de morar no Nordeste. Sem dúvida o ponto alto do dia. A conversa poderia ir longe, mas meu ponto chegou e tive qu descer. Da janela do ônibus ela me acenava. Perguntei o nome mas agora esqueci…

dos seis onibus tomados,o último foi o mais marcantes. Cheguei em casa cansado mas satisfeito com meu dia de intensivão paulistano by bus

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~ por pnoviello em 28/07/2009.

2 Respostas to “Busão chronicles”

  1. paulão, vc é cool! me chama prum rolê desses com vc!

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