Convalescência de balada

Com o diagnóstico de pneumonia fiquei exata uma semana de repouso absoluto em casa, só no antibiótico e inalação, afinal com essas coisas não se brinca. Por isso, a edição de sétimo aniversário da cerca frango foi adiada, fiquei comovido com a gentileza, faria o mesmo por vcs galera! hehe

mas no sabadão ia ter a abertura do Bourbon Street Fest no Ibirapuera. Balada ao ar livre, no parque, com sonzera de primeira, e o sabadão amanheceu com sol e um céu azul impecável. Eu tinha que ir. Mandei ver o XAROPE EXPECTORANTE e, de bermuda de tactel, camiseta véia e havaianas, mas com uma blusa, uma garrafa de 1,5 l d’água e lenço de papel na mochila, comecei a caminhada de casa até o Ibira, que dá uma meia horinha andando por dentro da pomada Vila Nova Conceição. Teoricamente ainda não podia beber, mas tava clamando por cerveja, e não hesitei em comprar cinco latinhas no mercado no caminho, só pra começar. Imaginava que, como de praxe, ia ser complicado e caro conseguir cerveja lá dentro. Chegando no Ibirapuera, a variada FAUNA HUMANA que sai de suas tocas nos sábados de sol me distraiu na caminhada até o local do show. Ao invés do tradicional gramado da praça da paz ou o novo gramado na frente do auditório, o show seria num CIMENTÃO na frente do museu afro-brasil. Ponto negativo, mas tudo bem. Chego pouco depois das 15h30, horário marcado pra começar a bagunça, mas ainda tinha bem pouca gente e um sonzinho ambiente apenas. Logo trombo o Lulo, um dos grandes entusiastas do Bourbon, e começamos a tomar as brejas já adquiridas. Terminadas estas, começamos a sondar o esquema para comprar mais. Sim, nada de venda de breja oficial, apesar do evento ser patrocinado pela Bohemia. Só por debaixo dos panos, nas mochilas dos maloqueiros de sempre, que tavam pedindo extorsivos 4 conto na latinha. É sempre assim nesses eventos ao ar livre, nego (no caso SerraKassab) acha que a galera não pode se embebedar e pronto, é errado, feio, e tal. Mas a galera QUER tomar sua cervejinha diboa, é o complemento ideal pro momento, e ali era tudo galerinha cult classe média totalmente pacífica. Mas não, assim como nos estádios de futebol, a maioria sussa que só quer tomar sua brejinha na suave tem que pagar pelo eventual imbecil que bebe e fica violento. Dentro dos estádios não tem jeito, mas aqui não tem como controlar, e os pequenos empreendedores lucram com a sede reprimida da galera. Nesses eventos o ideal é fazer uma produça e levar sua própria breja na caixa ou sacola térmica com gelo mesmo, mas desta vez não rolou a LOGÍSTICA necessária.

Quanto a sonzeira, como sempre não conhecia ninguém que ia se apresentar mas tinha certeza que seria bom. A primeira foi a Dixie Square Jazz Band, banda brasileira de jazz à moda antiga, legal, mas não conseguiu empolgar muito o público que ainda estava chegando. O seguinte seria um tal de Glen David Andrews, da ‘famosa família Andrews de New Orleans’. Bem, acho que Andrews em New Orleans é que nem Da Silva no Rio de Janeiro, mas o Glen mandou benzaço. Empolgadão, interagiu com o público e fez até um MOSH. O som misturava o jazz dixie roots com funk, groove, muito bem executado bombando nos metais, conseguiu levantar a galera. Na sequência a cantora e pianista texana Marcia Ball mandou uma blueseira roots, tb excelente. E no final teve Kurt Brunus Prject, mais na pegada funky com mistureba de hip hop, reggae e tal. Bão também.

Agora com essa lei antifumo, outra vertente da cruzada do Serra para nos obrigar a ser chato como ele, que apesar da pegada autoritária e do clima de denuncismo acerta ao deixar ambientes fechados respiráveis, espero que rolem cada vez mais baladas ao ar livre, onde vc pode fumar o que bem entender que não vai incomodar quem tá do lado, e de resto balada ao ar livre é muito mais legal, claro que quando o tempo ajuda, e naquele sábado São Pedro foi responsa com São Paulo. No final, já tava bem breaco, e apesar do cansaço não tava a fim de ir pra casa, afinal era uma bela noite de sábado. Após um puta rolê pra chegar no carro do Lulo e de um pit-stop no Souza para a larica, fomos na casa do Thomaz onde tomamos mais várias, nos divertimos À BEÇA com a performance do Ricardo Lenny Kravitz e suas histórias campineiras e capotei lá no colchã KENKO PATTO ortopédico duro, mas ótimo para a coluna.

Acordamos naquela ressaquinha básica, aplacada com Dipirona e muita água, tomamos aquele café da manhã esperto e Thomaz comunica que seu objetivo no dia era assar uma carninha em homenagem ao tricolor que ia jogar com TV. O ‘Jason’ ressurgido das cinzas vinha de uma série de seis vitórias seguidas e já beliscava a liderança do parmera. APesar de dar uns vacilos, gnahamos, 2 a 1. O churrasquinho rolou low profile, picanhinha show. E lá pelas 22h, fui pra casa. Acordei na segunda meio baqueado, percebi que tinha abusado um pouco e ainda não tava 100% das VIAS RESPIRATÓRIAS. O tempo virou, e na terça fria e chuvosa não encarei a cerca-frango. Já na quarta era aniversário da querida Carol Ambrô, que ia comemorar no Ó do Borogodó. Vislumbrando possibilidades de encontrar e conhecer belas moçoilas, encarei. Mas saiu cara a brincadeira, ao menos pros meus padrões pão-durísticos. Tinha passado na casa da Lau pra conversar sobre a balada e fizemos uma jantinha delícia, mas fiquei enrolando lá até tarde e saí já era quase meia-noite. Apesar da casa dela ser bem perto do destino, busão naquela hora necas, e tive que pegar um táxi que saiu (tb pelos meus padrões), caríssimos 13 reais no curto trajeto. Outro ponto positivo pro Rio, lá táxi é bem mais barato, e as distâncias ali na zona sul pelo menos são curtas, dá pra pegar táxi sem sentir a facada no peito. Além disso lá ‘onde interessa’, na zona sul, centro, lapa, etc, tem busão e lotação a noite toda, 2 real a lotação, muito justo. Aqui em SP ainda tá longe disso, depois nego não quer ver a galera dirigindo bêbada… qual é a opção, me digam?

No Ó o som tava muito bom, achei até justo os 15 reais de couvert, não tava muito cheio e a mulherada realmente tava bem apetecível, mas nem rolou nada, só fiquei lá tomando, apreciando o som e trocando idéia. Fechamos o bar e fomos pro Pouso da Cajaíba fumar aquele pijaminha…

Quinta e sexta, novamente fiquei de molho, acuado pelas INTEMPÉRIES de agosto no céu paulistano. Mas sábado, apesar do frio glacial, ia ter um evento que eu simplesmente não poderia perder. O fanfarrão Ricardo Lenny ia fazer sua despedida com uma FESTA DA ESPUMA autêntica na ECA. Nunca vi algo semelhante. A friaca inclemente deixou a galera entre tímida e estufetata no começo, enquanto a cachoeira de espuma se espalhava pelo CA. Mas com o goró rolando solto e a ajuda de uma fogueira para espantar o frio, todo mundo entrou no oceano de espuma. Que engraçado que foi. na APOTEOSE, a camada de espuma chegava a ficar mais alta que eu. caminhar no meio da espuma faz vc se sentir em meio às nuvens. altamente recomendádo pruma viagem psicodélica num dia de calor. porque não tem jeito, vc sai encharcado de lá. saí e me posicionei do lado da fogueira, e o vapor saía da minha calça ensopada. Uma festa memorável, sem dúvida. temos que repetir.

Anúncios

~ por pnoviello em 27/08/2009.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: