Até debaixo d’água

Amanhã a TERÇA CERCA FRANGO comemora sete anos de existência. Se bem que cronologicamente os sete anos foram completados há um mês, na segunda terça-feira de agosto. Em 2002, na segunda terça-feira de agosto, os desbravadores Thomaz, Tristão e Crovis instituíram que terça-feira era dia de beber, na época algo lógico, já que nossa turma tinha janela de aula na noite de terça. Desde então a cerca, CF, 3CF ou como vcs preferem chamar, fez história, graças principalmente ao empenho e dedicação dos confrades. Hoje todo mundo trabalha, tem milhares de compromissos, mas ainda assim a cerca não falha. Admirável. Semana passada, por exemplo, a terça-feira viu um dilúvio em São Paulo, trânsito recorde, enchente na marginal, caos, tragédia. Ainda assim, a CF não falhou. Mesmo sem ter uma residência aconchegante para sediar a bagunça. Afinal, o largo da batata, apesar da aparência de BOMBARDEIO por causa das obras  do metrô, tb nunca falha. E o boteco do DORIVAL recebeu com a hospitalidade de sempre os bravos corajosos que saíram de casa na noite ainda chuvosa. Saí de casa lá pelas 21h e a chuva tinha dado uma trégua, o trânsito surpreendentemente bom, levei menos de meia hora para chegar à Pinheiros. Ainda não tinha ninguém no bar. Me ABOLETEI num dos banquinhos do balcão, nem o Dorival  nem a Denise estavam do lado de dentro do mesmo. Pensei “ih, será que venderam o bar?”, mas pedi uma Brahma e fiquei vendo a NOVELA até chegarem Crovis, Tato e Tristinho. Poucos outros se aventuraram, entre eles Denis, o pomadinha, recém-chegado de Little Valleys, e ninguém menos que ZILIOZILIO. A cerca transcorreu normalmente, sendo o tópico da conversa os preparativos pro aniversário na semana seguinte, apesar das intervenções sem noção do Zilio. Só no final rolou um certo stress devido ao paradeiro desconhecido do iPod do Tato, deixado sob minha responsa na sexta no aniversário do tristinho, claro que eu esqueci de guardar ele no final da balada, mas já está tudo certo, o iPod foi encontrado em meio a zona da rep do Triste.

Lá pelas duas demos a noite por encerrada, mas com o Zilio na parada nem sempre é tão simples. Ele falou que o Brunão tava no Sonique, na Bela Cintra, onde tava rolando uma baladita que não cobrava pra entrar. Quando chegamos a balada tava miando, nem tavam deixando entrar no lugar, e a chuva tinha voltado à carga. O Brunão, inspiradíssimo nos comentários, se acomodou no banco de trás no carro e a idéia era levá-lo até o PARQUE SÃO JORGE, Z/L, onde ele reside. Para encarar a viagem, paramos no Econ 24h pra comprar um vinho. Erro foi deixar o Zilio comprar, ele trouxe um CHALISE BRANCO doce pra caraio, presságio de ressaca sinistra. E rapaz, a Z/L é comprida, e olha que o Brunão mora ainda mais ou menos no começo. Paramos perto da casa dele, numa vizinhança bem sussa, e ficamos tomando o Chalise e falando besteira. Pra voltar não conseguimos cair na Radial Leste e fomos por um caminho bizarro por dentro do BRÁS. Passamos pela feirinha da madrugada e por uma rua onde umas cinco viaturas tavam enquadrando uma tiazinha e um moleque adolescente. Nem quisemos saber do que se tratava. Achei que não íamos conseguir nos achar nunca, mas caímos na João Teodoro, e dali, Tiradentes, túnel do Anhangabaú e Nove de Julho. Cheguei em casa umas 4h30 da manhã, e lógico que quando acordei, lá pela uma da tarde, ouvi a tradicional cantilena da minha mãe sobre o absurdo de se acordar àquela hora na quarta feira…

É, realmente não dá pra justificar em termos racionais fazer balada forte às terças feiras, e ainda assim, toda terça é isso. Por que, oh Deus, por que a gente é assim?! A essa altura da vida a CF podia ser uma Happy Hour suave, das 20h à meia-noite, só tomar uma brejinha de leve, mas sempre a beberagem atinge proporções épicas. Não quero nem ver como vai ser no aniversário. Acho que na quarta-feira vai ter que rolar um REHAB. Claro que não posso cuspir no prato que comi, me diverti muito, conheci muita gente legal, aprendi muitas coisas, nesses anos de convívio baladeiro, mas tenho que pensar na minha vida. Continuo desempregado, sem dinheiro, e pra viver de balada não dá pra ser locão. Muita gente, inclusive amigos companheiros confrades de cerca que tão bem encaminhados na vida, conseguem conciliar isso, mas pra mim tá fueda.

De qualquer forma, amanhã é nóis lá, vou tentar manter a MACIOTA na beberagem e na hora de comer o bolo, mas prevejo mais uma terça-feira dantesca e uma quarta-feira extremamente improdutiva.

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~ por pnoviello em 14/09/2009.

Uma resposta to “Até debaixo d’água”

  1. Balada forte de 3a-feira é o racionalismo puro! Sem essa de só curtir 2 dias da semana! Longa Vida a CF!
    ps.: Muito obrigado pela parte que me toca!

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