Dezembro, maratona de festas

É criançada, 2009 está acabando, e na minha modesta opinião, já vai tarde… Apesar de ter passado rápido. Vocês também tem a sensação de que cada novo ano passa mais rápido que o anterior?

Divagações à parte, nesta época o que não falta é evento, confraternização, jantar, churrasco, comilanças e beberagens em geral. Neste fim-de-semana, por exemplo, tinha balada forte e imperdível da quinta-feira até domingo. Eu já tava meio baleado, vindo de um resfriado mal-curado (preciso dar um jeito nessa baixa imunidade à víruses que me acomete), e o tempo chuvoso desde o dilúvio de terça-feira não contribuía.

Mas um homem deve ter palavra, e eu disse que ia me responsabilizar por agilizar a breja da QiB desta quinta-feira, que visava arrecadar fundos para o tal do Fumeca que, sim, vai rolar, nessa sexta agora, dia 18. Portanto pouco antes das 18h lá estava eu começando a carregar caixa de cerveja, colocando as brejas nas caixas térmicas, jogando gelo em cima, aquela coisa básica de sempre. Liguei o som, coloquei uma playlistzinha básica e fiquei lá atendendo os primeiros sedentos do fim da tarde. Nestes muitos anos de QiB eu percebi uma dinâmica no negócio. O movimento é bem sussa até lá pelas 21h30, 22h, quando a galera de toda a Cidade Universitária sai da aula sedenta por uma breja e rumam todos para a ECA. Aí o baguio vira um caos. Eu imaginava que como já está no fim do semestre essa QiB ia ser meio vazia, mas logo percebi que a RENCA da Poli, FEA, FFLCH, etc, etc, tava tudo em prova e foram bebemorar depois na ECA. As 400 caixas de cerveja que eu achava que iam sobrar, acabaram fácil. E tivemos que sair no meio pra comprar mais gelo, rolê bom pra dar uma espairecida, até pq no momento em que me chamaram pra buscar gelo tava meio estressado com o mano que ia mandar um DUB. O Giba tava lá arrumando o som pro cara e tava baixo, aí eu na inocência querendo ajudar fui lá no botão master do mixer no cara e aumentei, o cara ficou bolado. “Tá fazendo o que, tira a mão daí!” Essa galera do Dub é apegada demais aos equipamentos, tá lôco… Só estendi a mão pro carinha e falei “prazer, Paulada. Sou amigo do Giba, eu sempre ponho som aqui, tava só querendo ajudar, mal ae”, e virei as costas. Na volta do Ceasa, vi que o cara tava mandando um som bem bom. Pelo menos isso… Mas fui me dar com uma galera mais desapegada. O trio de jazz de João Fideles, Henrique Gomide e um mano que nunca vi na guitarratavam começando a mandar um sonzito no canil. Era um jazzinho no esquema DJANGO REINHARDT, sonzeraça, dancei pra caralho e no final ainda dei uma brincada na bateria do João, esses sim são músicos de verdade, querem que a galera brinque também, não ficam só na punheta. Quando dei por mim já era mais de quatro e tanto da manhã e eu tava completamente bêudo. O santo Dileo me deu uma carona até do lado de casa, tracei a primeira coisa que achei na geladeira e capotei.

Quando acordei era quase 2 da tarde. Com braços, pernas, costas, tudo doendo. É, tô ficando velho pra essas coisas. Não consegui fazer nada até a noite, e a noite teria outra baladinha imperdível. Festinha de final de ano e formatura de alguns dos fritos no Pouso da Cajaíba. Quase 23h peguei o bom e velho LAPA R rumo à Vila Pompeia. Baladinha sussa, amigos, alguns desconhecidos, algumas desconhecidas bem apetecíveis, empadinhas deliciosas, muita breja, eu lutando com o computador do cróvis pra pôr um som… Nessas festas republicanas, tb rola uma dinâmica. No começo a breja vai que vai, a primeira leva acabou rapidão. Mas ainda era cedo, e quando chegou a segunda leva, tb acabou rapidinho. Aí sai pra comprar a terceira leva, e então a galera já tá diboa, alguns acham que acabou a breja de vez, e aí acaba a amizade. Alguns vão embora e os que ficam já tão bebados. E, claro, sobra breja. Mas dessa vez sobrou muita, e não era uma breja qualquer, era HEINEKEN. Tentei com galhardia beber o que pude, mas quando já estava clareando me dei por vencido e capotei no sofá. Aliás, essas festinhas boas passam rápido, não? Tive que acordar pra abrir a porta pra faxineira, daquele jeito, voltei a dormir.

Acordei de vez lá pelo meio dia, tomei um café-da-manhã (mais correto seria dizer coca-cola-da-manhã), desejei boa viagem pro casal Tristão que naquela tarde embarcaria rumo à velha França, e fui pra casa. O dia tinha amanhecido com um sol delícia, depois de uma semana nublada e molhada. Mas não durou muito. Quando tava no ponto esperando o SOCORRO, começou a chover. O busão demorou pracaraio pra passar, e quando veio, veio lotado. Apesar de ser sábado, tava um trânsito chato do caraio, e demorei mais de hora pra chegar em casa, de pé no bumba, ressacado, e o bumba abafado, com as janelas fechadas. Meu humor sofreu sérios danos na viagem. Cheguei em casa querendo apenas um belo banho. Meus avós, meu tio Sérgio e minha prima Natasha estavam lá, então tive que fazer a social antes de ir pro banheiro. Meu irmão pôs uns vídeos pré-históricos da gente criança, naquela época mágica dos anos 80, e a sessão nostalgia pegou forte. Depois que eles saíram, capotei novamente, buscando um descanso antes da balada do sábado. Aniversário da Ana, irmã do meu velho amigo João, na casa deles. Baladinha familiar suave, com direito a CREPES, um queijo gorgonzola sensacional proporcionado pelo pai da Vivi, prosseco e claro, várias brejas. O João no final da balada tava naquele estadinho. Por sorte o grande Álvaro se fez presente e fez a preza de me levar pra casa. Já era mais de quatro da manhã, e as onze tinha que estar de pé novamente, desta vez para trampar na balada. Nada de mais, era só pra pôr um sonzito no tal do churrasco em comemoração aos 20 anos da gloriosa ECAtlética.

E as 11 da manhã do domingo lá tava eu de pé. E tinha que ir de busão pra USP, o que no domingo exige uma certa paciência. Mas até tive sorte, os buso não demoraram muito pra passar. Depois da caminhadinha básica do P1 até a ECA, cheguei. O tempo tava cruel, cinza escuro, garoinha persistente, frio. Cheguei e todas as paradas tavam dentro do CA. Mesas redondas comunitárias com toalhas vermelhas e verdes, o BUFÊ de saladas, e a churrasqueira do lado de fora com o tiozinho contratado já metendo as carnes no espeto. Lá dentro, os valorosos músicos do Seis Sextos estavam passando o som. Bem, o jeito era começar a beber. Peguei a primeira latinha de Skol e fiquei por ali. Nem preciso dizer que o comparecimento foi baixo, mas comi um belo almoço, tomei várias, coloquei vários sonzinhos que eu pelo menos gostei de ouvir (e acho que o diminuto público tb), presenciei alguns papelões, mexi no arquivo da atlética, ouvi a bela apresentação dos seis sextos e no final da tarde já estava daquele jeitinho. Peguei uma carona com o Gus, violonista da banda, que mora perto de casa. Mas ele disse que antes ia dar uma passada no estúdio duns brothers, lá pros lados do JABAQUARA. Chegamos no mui confortável estúdio e os fritos de plantão tavam rachando o bico vendo o pânico. Como sinal de boa vizinhança, tinha trazido umas 12 brejas que tavam sobrando no churras. O Zé ia ensaiar com mais uma de suas bandas, os AMIGOTES, na qual toca bateria. O som era um pop rock mais pro rock, pesadão, legal. Fiquei lá pirando dentro do estúdio, às vezes tendo que por o dedo no ouvido pra não ficar surdo, mas já tava só o pó da rabiola, e o Gus tb, então fomos embora antes do fim do ensaio. Claro que a segunda-feira foi extremamente improdutiva, e tomei a decisão de ficar SUAVE, sem balada, durante a semana, para estar em condições de uso na sexta, onde ocorrerá a edição SEM CALORIAS do Fumeca, com diversas bandinhas, entre elas algumas encarnações da banda do canil e o jazz’n’ribs, onde prevejo uma jam session cósmica infinita. Quem viver, verá!

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~ por pnoviello em 17/12/2009.

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